Os Estados Unidos apresentaram, esta quinta-feira, 18 novas acusações, incluindo uma por espionagem, contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que já tinha uma acusação de conspiração por entrar em computadores governamentais.

As novas acusações foram feitas esta quinta-feira por um grande júri do Estado da Virgínia, que agora acusa Assange de espionagem e publicação de documentos altamente confidenciais, o que poderá significar uma sentença de até 170 anos.

Os procuradores alegam que Assange pode ter cometido um ato de espionagem através da colaboração com agentes de inteligência para obter e distribuir informação secreta, com a defesa do acusado a justificar com o argumento de que é parte de seu trabalho jornalístico.

Julian Assange não é jornalista, o nosso departamento leva a sério o papel dos jornalistas na nossa democracia", disse o secretário-adjunto do procurador-geral dos EUA, John Demers, em comunicado.

A procuradoria apresentou acusações contra Assange em abril por conspirar com a ex-soldado Chelsea Manning, que em 2010 forneceu ao portal WikiLeaks mais de 700.000 documentos secretos.

Assange enfrenta uma possível pena de cinco anos de prisão por esta primeira acusação.

O ativista está preso desde 11 de abril em Londres, quando as autoridades britânicas procederam à sua detenção dentro da Embaixada do Equador no Reino Unido, onde esteve asilado desde 19 de junho de 2012.

O Equador pôs fim ao asilo de Assange por este ter violado as medidas de coação aplicadas em 2012.