Actualizada às 21:15

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, vai ficar em prisão preventiva até à audiência a 14 de Dezembro para analisar o pedido de extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais.

Segundo o jornal britânico Guardian, o juiz negou-lhe fiança por considerar que havia perigo de Julian Assange fugir.

Segundo a agência Lusa, a audiência preliminar realizada no tribunal de magistrados de Westminster serviu apenas para confirmar a identidade, apresentar as acusações de que Assange é alvo e perguntar se este aceitava ser extraditado.

Segundo as televisões britânicas, o jornalista australiano recusou ser extraditado e afirmou pretender contestar o mandado de detenção europeu emitido no seu nome, o que pode fazer o processo arrastar-se por vários meses.

O fundador do WikiLeaks foi detido esta terça-feira no Reino Unido depois de ter ido voluntariamente entregar-se à polícia londrina.

Em causa não estão as divulgações de documentos confidenciais que têm incomodado as relações diplomáticas entre vários países e inflamado os EUA, mas sim de índole sexual. O fundador do WikiLeaks é acusado de violação e agressão sexual por duas ex-colaboradoras, na Suécia, mas nega todas as acusações.

Apesar da detenção de Julian Assange o porta-voz do site mais polémico da actualidade já garantiu que, independentemente do que acontecer a Assange, as revelações de documentos secretos vão continuar.

Site português publica documentos do WikiLeaks

«WikiLeaks está operacional. Vamos continuar no mesmo caminho. Qualquer desenvolvimento a respeito de Julian Assange não irá alterar os planos que temos para as divulgações de hoje e dos dias seguintes», disse segundo informa a Reuters.

Entretanto, um jornal australiano publicou um artigo de opinião assinado por Julian Assange, em que este pede «não matem o mensageiro por dizer a verdade».

Na Internet, surgiu já um site de apoio ao australiano intitulado «Justiça para Assange» e que agendou já um protesto frente ao tribunal, pelas 13:30.
Redação