O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, teve dois filhos em segredo com Stella Morris, uma das suas advogadas, enquanto esteve exilado na Embaixada do Equador em Londres.

A notícia foi avançada pelo jornal britânico Mail on Sunday e confirmada pela própria num vídeo publicado pelo WikiLeaks no Twitter. Durante 12 minutos, a advogada de 37 anos, de origem sul-africana, confirmou que da relação nasceram dois rapazes: Gabriel, agora com dois anos, e Max, de apenas um ano.

Morris diz que decidiu agora revelar a história porque teme que Assange não sobreviva se vier a contrair Covis-19 na prisão de Belmarsh, em Londres, onde se encontra preso à espera de uma possível extradição para os EUA.

O receio da companheira de Assange prende-se com o facto de este estar no chamado grupo de risco associado à doença por sofrer de problemas cardíacos e pulmonares. Perante este cenário, Stella “insta o governo do Reino Unido a libertá-lo e a outros prisioneiros, pois o coronavírus está a fazer danos nas prisões”.

A advogada deu ainda alguns pormenores da relação com Assange: "construir uma família foi uma decisão intencional para imaginar uma vida além da prisão”, afirmou, citada pelo jornal britânico.

O australiano de 48 anos conseguiu acompanhar o nascimento dos filhos em Londres, através de vídeo e sempre manteve o contacto através do telefone.

Segundo o mesmo jornal, os dois rapazes já foram visitar o pai à prisão.

Stella Morris e Julian Assange conheceram-se em 2011, mas a relação amorosa só começou em 2015, altura em que visitou o seu cliente na embaixada do Equador. Morris afirmou que, “apaixonar-se, em um contexto em que todos tentam destruir sua vida, foi uma espécie de ato de rebelião".

Recorde-se que Julian Assange está preso desde abril de 2019 na prisão de alta segurança de Belmarsh. Assange conta com 18 acusações nos EUA, que incluem a publicação de documentos confidenciais e a violação da li anti espionagem americana.

A justiça britânica nega a liberdade condicional ao fundador do WikiLeaks porque diz “haver sérias razões para acreditar” que Assange possa fugir do país.

Lara Ferin