O quarto caso de coronavírus foi confirmado, esta terça-feira, em França. O balanço foi avançado pelo diretor geral de saúde francesa, Jérôme Salomon, em conferência de imprensa.

O doente está em estado considerado muito grave num hospital de Paris, onde foi submetido a reanimação. As autoridades adiantaram que se trata de um turista chinês que viajou recentemente da China para França.

A ministra da Saúde francesa, Agnes Buzyn, disse que os cidadãos franceses que querem deixar Wuhan serão transportados num voo direto para França em meados da semana em curso e, então, mantidos em quarentena por 14 dias.

A empresa francesa PSA, que produz carros Peugeot e Citroen, disse que estava a retirar os seus funcionários expatriados e as suas famílias de Wuhan e colocando-os em quarentena numa outra cidade.

Esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Yves Le Drian, disse que se está a preparar uma retirada aérea dos seus cidadãos de Wuhan.

Em conexão com os Ministérios do Interior, Saúde e Forças Armadas, estamos a implementar uma operação de retorno por via aérea para os nossos nacionais”, disse Le Drian, especificando que essa retirada ocorrerá “‘a priori’, no meio da semana”

Casos de coronavírus foram, entretanto, detetados nos Estados Unidos, França, Canadá, Austrália, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Vietname, Coreia do Sul e Nepal.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

/ RL