As autoridades de Xangai, a "capital" económica da China, colocaram 186 pessoas em quarentena e testaram mais de 8.000, depois de um funcionário no principal aeroporto internacional da cidade ter sido diagnosticado com covid-19.

Não foi detetado nenhum caso adicional, segundo as autoridades da cidade.

Desconhece-se como é que o homem de 51 anos contraiu o vírus, que em grande parte poupou Xangai, apesar da sua densa população e centralidade no trânsito internacional de pessoas.

Na cidade portuária de Tianjin, no norte do país, mais de 77.000 pessoas foram testadas, depois de um estivador do porto da cidade ter sido diagnosticado com o novo coronavírus, na segunda-feira.

Acredita-se que o caso está relacionado com um armazém de produtos congelados, reforçando as suspeitas de que o vírus pode estar a alastrar-se a partir de embalagens de alimentos congelados importados.

A Comissão Nacional de Saúde da China relatou hoje 21 novos casos oriundos do exterior, para além do caso local registado em Xangai.

A Comissão de Saúde da China não anunciou novas mortes devido à covid-19, pelo que o número permaneceu em 4.634.

O país somou, no total, 86.267 infetados desde o início da pandemia, dos quais 81.207 recuperaram da doença.

As autoridades chinesas disseram que, nas últimas 24 horas, 20 pacientes receberam alta, pelo que o número de pessoas infetadas ativas no país se fixou em 426, incluindo seis doentes em estado grave.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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