Na sequência dos protestos dos activistas no G-20, a CNN desenvolveu uma matéria sobre os activistas e o uso da tecnologia. Numa altura em que o Twitter e Facebok são ferramentas fundamentais para os manifestantes, o seu uso de tecnologia não é propriamente inédito, mas estas aplicações são o último capítulo de uma longa tradição.

O filósofo político Martin O'Neill, da Universidade de Manchester, explica que a chegada da imprensa tornou a disseminação da informação possível. Já no século XVII a imprensa foi usada pelos activistas ingleses que lutavam pela liberdade civil e religiosa para espalhar a mensagem. «Não discutiam apenas ideias na imprensa», O'Neill explica que «usavam-na para imprimir a imagem do movimento».

Rapidamente os activistas exploraram as formas de comunicação tecnológicas para espalhar a informação, entrar em contacto e reunirem-se em massa. Desde o filme em meados do século XX, passando pelo fax, até ao e mail no início de 1990s, as novas tecnologias foram-se desenvolvendo e adoptadas pelos activistas.

Mas foi com o crescimento da Internet que as comunicações se elevaram a um plano global. Clay Shirky, especialista nos efeitos sociais e económicos das tecnologias da Internet, afirma que foi em 1999 que as campanhas online ganharam outra dimensão, quando dezenas de milhares de activistas rumaram à cidade de Seattle, informadas através da Internet.

As novas tecnologias, principalmente as moveis, facilitaram a formação e organização de grupos de protesto, tornando ainda mais complicada a missão das autoridades policiais para os localizar.
Redação / AV