O uso indevido de nomes de marcas e de celebridades na Internet voltou a disparar em 2008, revelou a Organização Mundial para a Propriedade Industrial (WIPO). Os «ciberocupas» geraram 2.329 queixas, ou seja mais 8 por cento do que em 2007.

Na análise refere-se que houve uma grande variedade de nomes registados que foram vítimas desta prática irregular: desde eventos como os Globos de Ouro ou o Montreal Jazz Festival, até a cadeias de hotéis, como o InterContinental Hotels, companhias aéreas, casos da Lufthansa, Air France, ou outras marcas, como Lego, BBC, Hard Rock Café, Nestlé, Western Union, BMW.

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A nível de personalidades, os nomes afectados foram de Dennis Rodman a Ian Fleming ou Christian Dior e Scarlett Johansson. As personagens X-Men ou Bob, o Construtor também aparecem na lista.

No total, deste que foi criado, o organismo já analisou 14 mil denúncias. A operação, conhecida por cybersquatting, afectou particularmente a área da biotecnologia e da farmacêutica (9,9 por cento dos casos), seguidas das actividades bancária e financeira (9,4%) e das tecnologias de informação (8,8%).

Telefone, net e cabo: muitos problemas

A WIPO pretende que seja instalado um sistema de comprovação prévio e posterior para evitar que novos casos resultem em apropriações de nomes previamente registados.

As fotos dos mais citados

A grande maioria das «ocupações» ocorre nos Estados Unidos (43,81% do total dos casos), seguidos da França (10,69%) e o Reino Unido (7,54%).
Redação / RPV