A performance do mercado de escritórios de Lisboa, este ano, deve ficar-se pela absorção de 130 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), nivelando com o registado em 2002. Isto se se mantiver o ritmo registado ao longo dos dois primeiros trimestres deste ano, segundo o relatório «Lisbon Office Overview» divulgado, esta terça-feira, pela imobiliária Jones Lang LaSalle.

No segundo trimestre de 2009, a absorção de escritórios em Lisboa ascendeu a 18.371 m2 de ABL, num decréscimo de 9 por cento face ao trimestre anterior e de 74% relativamente ao período homólogo de 2008, «continuando a reflectir os efeitos da crise económica», diz o relatório. Já o número de operações cresceu 8% em termos trimestrais, envolvendo transacções com áreas de menor dimensão.

A ocupação de 1.553 m2 no Parque Oriente foi a operação de maior dimensão. Seguiu-se a tomada de 1.960 m2 no Via Roma e de 1.820 m2 na Quinta da Fonte.

Neste trimestre, tendo em conta que apenas foram concluídos 13.000 m2 de ABL de nova oferta, a taxa de disponibilidade acabou por apresentar um ligeiro decréscimo na ordem dos 0,12 pontos percentuais. A imobiliária estima que a taxa de disponibilidade possa aumentar até final do ano, «resultando da conjugação dos baixos níveis de absorção e da elevada oferta planeada para o total do ano».

Relativamente à oferta futura, apesar do 2º trimestre ter apresentado um decréscimo de 1,8% no lançamento de novos escritórios, a Jones Lang LaSalle prevê a conclusão de aproximadamente 122.600 m2 novos escritórios este ano em Lisboa.