Portugal não devia ter entrado no euro, defendeu esta segunda-feira o nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, em Lisboa. Mas, depois de ter aderido, agora não deve sair, diz.

«A vossa participação no euro tornou-se num infortúnio mas não há uma saída fácil», disse. O economista, que foi distinguido com a insígnia de Doutor honoris causa por três universidades de Lisboa, citou o exemplo da Islândia mas sublinhou que ter uma moeda própria, passível de ser desvalorizada, não é a solução perfeita.

«Nunca ter entrado no euro já não é uma opção, por isso, que fazer agora? Não é boa ideia sair, seria muito disruptivo e não é algo que queiram fazer até que tudo o resto tenha sido tentado», resumiu.

«A Grécia ficará em breve sem alternativas», previu, mas «Portugal não está nesse estado e esperamos que nunca venha a estar».

«Portugal não deve sair do euro, a não ser que todas as alternativas se esgotem», afirmou.
Paula Martins