O Sporting caiu e caiu com estrondo na Liga Europa, mesmo antes da competição começar. A jogar em casa, os leões foram goleados pelo modesto LASK Linz, por 4-1, no play-off de acesso à fase de grupos.

Uma noite de humilhação para o universo verde e branco, num descalabro que começou a ser desenhado mais ou menos à hora de jogo, embora os sinais de um possível dissabor pairassem por Alvalade desde o primeiro minuto.

O regressado Rúben Amorim fez apenas uma alteração em relação à equipa que tinha derrotado o Paços de Ferreira, na estreia da Liga: o lesionado Jovane Cabral deu lugar ao reforço Nuno Santos.

Na companhia ao esquerdino na zona atacante leonina estiveram Vietto e Tiago Tomás. Os dois foram alternando entre a direita e o centro do ataque, mas não pode dizer-se que a dança preparada por Amorim tenha corrido propriamente bem.

Do outro lado, o LASK não uma equipa propriamente chata. Os austríacos entregaram nos primeiros minutos o controlo do jogo ao Sporting, mas quase sempre com uma linha defensiva adiantada que permitia aos homens da frente do Sporting explorarem a profundidade oferecida. Só que isso não aconteceu.

Depois de um início nada famoso, o LASK chegou à vantagem ainda antes dos 15 minutos, por Trauner – muita passividade da defensiva sportinguista, principalmente Porro e Tiago Tomás –, e pôs ainda mais a nu os problemas dos soldados de Amorim nos minutos seguintes.

Ainda assim, a esperança verde e branca cresceu com o empate, que surgiu na melhor altura do Sporting na partida. Nuno Santos foi à direita cruzar certeiro para o cabeceamento irrepreensível de Tiago Tomás. Antes, já Vietto e Nuno Santos tinham perdido no cara a cara com o guardião adversário.

E foi isso: o Sporting ameaçou com duas oportunidades, marcou à terceira, e conseguiu empatar antes de uma das segundas partes mais negras da sua história.

11 minutos, três murros e o leão KO na Europa

E esse segundo tempo é fácil de explicar: aos 58 minutos, Pedro Porro abordou mal um cruzamento, deixou a bola chegar aos pés de Raguz, e o austríaco fez o resto na cara de Adán. Vida complicada, mas o descalabro ainda só estava a começar.

Cinco minutos depois, Coates travou Balic quando este seguia isolado e foi expulso. Um mal nunca vem só e na sequência desse lance, Michorl fez o 3-1 de livre direto.

Quatro minutos depois, mais uma aberta na defensiva leonina e Grabur, autor de duas assistências, picou a bola sobre Adán, colocando a cereja no topo do bolo austríaco.

Depois de três murros no estômago em pouco mais de dez minutos, não mais o Sporting voltou a levantar-se. Foi o KO total. Foram 20 minutos de suplício para os homens de Amorim à espera do apito final, enquanto o LASK, sempre venenoso, ia ameaçando um quinto golo que só não aconteceu por causa de Adán e da própria ineficácia.

Numa das noites europeias mais negras da sua história, o Sporting cai com estrondo em Alvalade frente a um adversário competente, sim, mas muito ao alcance dos leões.

Mesmo antes de lá chegar, o Sporting cai com estrondo da Liga Europa. Uma pancada forte que pode deixar mossa num clube que tarda em conseguir a paz que tanto deseja.

Rafael Vaz / Estádio de Alvalade, Lisboa