Entre as principais medidas fiscais o Partido Socialista  propõe rever os escalões do IRS, com mais progressividade e um alívio da classe média com uma almofada de 400 milhões de euros; englobar os diversos tipos de rendimentos; no IRC quer alargar o regime de dedução à coleta dos lucros retidos e reinvestidos; e rever o sistema de benefícios fiscais.

A carga fiscal em torno dos 50% do PIB é uma das grandes críticas do PSD ao governo de António Costa. Rui Rio propõe-se baixá-la para um intervalo entre 33% e 35%. No programa eleitoral, o PSD propõe uma redução do número de escalões do IRS... ao contrário do PS. No IRC propõe uma redução de 2% em 2020 e 2% em 2021; no IVA promete baixar a taxa do gás e eletricidade para 6%.

A esquerda tem, claro está, diferentes prioridades... O Bloco quer aliviar os impostos os rendimentos do trabalho: propõe dois novos escalões na tabela de IRS; no IVA quer um imposto sobre bens e serviços de luxo; ainda um novo imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas; um novo imposto sobre doações e heranças acima de 1 milhão de euros; um novo escalão da derrama estadual com taxa de 7% para empresas com lucros entre 20 e 35 milhões.

A CDU propõe o englobamento obrigatório de todos os rendimentos, incluindo os de capital e prediais; no IRC um imposto de 0,5% sobre transações financeiras; no IVA quer a taxa máxima nos 21% e 6% no gás e electricidade,

No partido mais à direita do parlamento, as propostas do CDS-PP em matéria de impostos passam por baixar em 15% a taxa efetiva média do IRS até 2023; rever os escalões, isenções e deduções; no IRC quer retormar a redução do imposto para 17% em 2020 e 10% para as empresas do interior; e ainda o fim da sobretaxa do imposto sobre os combustíveis.

Por fim, o PAN propõe rever os escalões do IRS; aumentar os benefícios fiscais dos PPR; dedução nas despesas com psicologia e que as mesmos fiquem isentas de IVA; e um valor do mínimo de existência de 10 mil euros.