Três meses depois do arranque da época, o Valência logrou a primeira vitória em casa e venceu o Young Boys por 3-1 na 4.ª jornada da Liga dos Campeões.

Qualquer que fosse a competição, Mestalla era até ao momento uma gruta assombrada para os «morcegos», que neste final de tarde finalmente deram uma alegria ao seu público pelo sacrifício dos jovens rapazes campeões da Suíça.

Gonçalo Guedes jogou de início, até ser substituído a um quarto de hora do fim, Vezo entrou a três minutos dos 90. Porém, o primeiro triunfo na Champions, que guinda a equipa de Marcelino Toral provisoriamente para o segundo lugar do Grupo H – à frente do Manchester United de José Mourinho –, teve como primeira figura Mina. Santi Mina: foi ele que descobriu os milhões.

Aos 14 minutos, inaugurou o marcador com uma emenda à boca da baliza. E quando Roger Assale aos 37’, não tardou de novo Santi Mina a reestabelecer as diferenças com um golo que fez dele o sétimo jogador «Che» a bisar numa primeira parte na Liga dos Campeões.

O Young Boys equilibrava: nos remates, nas oportunidades de golo, na posse de bola. Mas o Valência era mais efetivo e sentenciaria o resultado final aos 56’, por Carlos Soler num jogo em que os suíços terminariam com menos um jogador por expulsão de Junior Sanogo (87’).

O triunfo deixa o Valência provisoriamente no segundo lugar do Grupo H, com cinco pontos em quatro jogos, menos quatro do que a Juventus de Ronaldo (e Cancelo), que lidera com nove pontos, e mais um do que o Manchester United de José Mourinho – que se defrontam a esta hora. O Young Boys é último, com um ponto apenas, e pode esta noite já ficar afastado dos oitavos de final.

A vitória dos espanhóis faz, por outro lado, acender o sinal vermelho de alarme para os «Red Devils»: se o United hoje não vencer em Turim, basta ao Valência um triunfo em casa sobre os ingleses na derradeira jornada para se apurar para os oitavos de final.