As claques do Sporting respeitaram as restrições impostas pela direção esta noite no decorrer do jogo com o Rosenborg e apoiaram a equipa como ainda não se tinha visto esta época. Um apoio intenso ao longo de todo o jogo que teve como pontos mais altos a entrada de Pedro Mendes em campo e, claro está, o golo de Bolasie. No entanto, mal o jogo acabou, os mesmos adeptos exbiram lenços brancos e voltaram a pedir a demissão de Frederico Varandas.

Um cenário pouco previsível no início do jogo. A poucos minutos do pontapé inicial, o topo sul, onde se localizam as quatro claques dos leões, estava praticamente deserto. Viam-se apenas algumas bandeiras nas laterais, das Brigadas e da Torcida Verde, as duas claques que não foram visadas pela direção do clube.

A zona central estava completamente vazia, mas começou a ganhar vida quando o jogo começou, com a entrada de algumas centenas de adeptos. Não estavam lá as habituais faixas que identificam cada uma das claques, mas os adeptos trouxeram uma letra cada um, para escreverem os nomes das duas claques proscritas.

Assim que o jogo começou, os adeptos começaram a cantar, em apoio à equipa, e não pararam até ao intervalo, continuando mesmo a cantar enquanto os jogadores se encaminharam para os balneários.

O apoio continuou intenso na segunda parte, mesmo nos maus momentos, e subiu de tom para a ovação da noite quando Pedro Mendes foi chamado ao jogo. Logo a seguir, golo de Bolasie e nova festa nas bancadas, com as claques a recuperarem antigos cânticos.

Tudo mudou no final do jogo. Enquanto os jogadores se dirigiram ao topo norte, os adeptos do topo do sul exibiram centenas de lenços brancos e recuperaram as palavras de protesto contra o presidente Frederico Varandas. «Varandas, c*****, pede a demissão», voltou a ouvir-se em Alvalade, mesmo com a Marcha do Sporting a soar por cima, com o som bem alto.

Ricardo Gouveia / Estádio Alvalade