A FIGURA: Xavier

O Rio Ave deu muito espaço de manobra ao número sete do Tondela, que foi um dos grandes protagonistas do encontro. Soube aproveitar bem a margem dada pelos da casa para construir e idealizar os lances de maior concretização atacante da equipa de Pepa. Deu muito trabalho a Matheus Reis, defesa que tirou do caminho para um cruzamento perfeito a encontrar Delgado na área, no lance do 1-1. Também esteve perto de marcar e colocou bolas precisas na área de Léo Jardim, obrigando o Rio Ave a atenção redobrada no capítulo defensivo.

O MOMENTO: geometria e Bruno Moreira a ramificar empate (74')

Foi uma das jogadas mais bonitas do encontro e valeu um ponto ao Rio Ave, num jogo em que o Tondela teve quase sempre mais futebol. Porém, a geometria construída por Nadjack e Galeno pelo flanco direito valeu um cruzamento certeiro do luso-guineense para o pé direito de Bruno Moreira bater Cláudio Ramos ao minuto 74: 2-2 e nada mais mudou no marcador, num lance em que o guardião do Tondela erra e é mal batido.

Rio Ave-Tondela: a crónica do jogo

OUTROS DESTAQUES

Galeno: tinha falhado os dois últimos jogos do Rio Ave, um por castigo e outro devido a febre, mas o regresso, três semanas depois, foi auspicioso. Foi o elemento mais concreto e com poder ofensivo da equipa de Vila do Conde, com várias arrancadas em velocidade até à área de Cláudio Ramos. Tinha marcado no último jogo que realizara, ante o Vitória de Setúbal, voltando a ser goleador no retorno à competição. Abriu o marcador com um remate colocado aos nove minutos, na sequência de um contra-ataque construído a par de Murilo. Esteve na jogada que originou o 2-2 final.

Delgado: o chileno materializou um futebol de posse mais concreta por parte do Tondela e foi também um elemento perigoso pelas alas, variando de lado com Xavier. Assinou com uma cabeçada astuta o empate no marcador, aos 24 minutos. Depois, encontrou na perfeição Tomané para a reviravolta no marcador, aos 52 minutos, após um canto por si batido.

Tomané: espírito lutador no ataque do Tondela, entre os centrais Monte e Buatu, a quem ganhou alguns lances de cabeça pelo ar. Deixou de novo inscrito o nome na lista de marcadores, com um cabeceamento certeiro que deu, aos 52 minutos, a reviravolta. É, nesta altura, o melhor marcador português da Liga, com oito golos.

Nadjack: a solução para alguma incapacidade ofensiva do Rio Ave estava, afinal, dentro de campo. O lateral-direito, que nem sempre foi capaz de travar as investidas ofensivas do Tondela, porém com raça em cada lance, deixou-a patente em duas incursões ofensivas: a primeira ditou a expulsão de Ricardo Alves, ainda com o marcador em 1-2. A outra ditou uma bela jogada com Galeno e uma assistência perfeita para Bruno Moreira fazer o 2-2.

Bruno Moreira: decisivo para o desfecho do jogo, com um remate certeiro a bater Cláudio Ramos, mal batido no lance. Avançado que é avançado tem missão maior de marcar golo e o número nove do Rio Ave estava no sítio certo para o efeito.

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Rio Ave FC, Vila do Conde