A chama do Dragão fez mossa na Luz, mas o Benfica teve uma reação firme na pedreira. Uma reação de pedra com um triunfo esclarecedor no terreno do Sp. Braga (0-4). Exibição sóbria dos encarnados, que desbloquearam o jogo de grande penalidade e sentenciaram a conquista dos três pontos com dois golos de rompante em quatro minutos no início do segundo tempo. Pizzi bisou e foi a figura do encontro.

O conjunto encarnado soube ser paciente e teve estofo para lutar nos primeiros minutos. Pôs-se em vantagem com justiça e aproveitou calmamente o desmoronar do adversário para alcançar um resultado volumoso  com dois autogolos da equipa de Sá Pinto à mistura.

Após a derrota na Luz frente ao FC Porto o técnico Bruno Lage deixou no ar a possibilidade de mexer no onze. André Almeida fez a estreia absoluta esta época e Taarabt estreou-se a titular no meio campo ao lado de Florentino. Na ressaca da jornada europeia frente ao Spartak, Sá Pinto promoveu três alterações para o último jogo de um ciclo louco dos bracarenses: Lucas, Hassan e Galeno foram as novidades.

Início de jogo rasgadinho na pedreira, disputado taco a taco e com intensidade quanto baste a todo o comprimento do terreno de jogo entre duas equipas a lutar destemidamente pelo triunfo. Ora atacas tu ora ataco eu, punhos cerrados na disputa de cada lance.

O que sobrava em vontade ia faltando, contudo, em clarividência de parte a parte. Vários erros nas tomadas de decisão davam um cruzamento demasiado largo, um último passe mal executado ou, como também aconteceu, intervenções enérgicas dos setores mais recuados.

Foi um penálti que desbloqueou esta toada. Numa ação defensiva Hassan foi imprudente e elevou o pé até onde não devia, atingindo a face de Floentino no interior da área. Na marca dos onze metros Pizzi teve engenho para esperar que Matheus escolhesse o lado, atirando depois para o lado oposto.

Benfica por cima num jogo renhido, a crescer após a vantagem a meias com uma sucumbir do Sp. Braga. O conjunto de Sá Pinto acusou o golo sofrido e ficou menos intenso, permitindo várias aproximações perigosas das águias à sua área.

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Seferovic falhou uma vez, duas vezes, três vezes…

Três oportunidades flagrantes do avançado suíço antes do intervalo a deixar os adeptos encarnados à beira de um ataque de nervos e com o assobio curto a fazer-se sentir. Primeiro tentou para o esférico quando podia ter rematado de primeira, depois apareceu isolado mas acabou por atirar ao lado e por cima em remates sem convicção quando podia ter feito muito mais.

No outro lado um trabalho individual de Ricardo Horta deu alento aos bracarenses. O extremo matou de peito nas costas da defesa e à meia volta atirou ao ferro num belo gesto técnico que quase voltou a equilibrar os pratos da balança.

Ao intervalo Sá Pinto introduziu Rui Fonte e Murilo no jogo na ânsia de dar vida ao ataque bracarense, mas dois golos em quatro minutos definiram o jogo. Pizzi fez o segundo no encontro numa jogada de envolvência do ataque encarnado e logo a seguir Bruno Viana fez um autogolo que derrubou a sua equipa.

Fim da história, vencedor definido no arranque do segundo tempo com a gestão encarnada e com o baixar de braços que foi natural dos arsenalistas.

Regresso aos triunfos do Benfica com a tal reação de pedra na pedreira, beneficiando ainda de um autogolo de Esgaio para dessa forma aumentar a diferença de golos para o FC Porto, enfrentando assim a pausa do campeonato no segundo lugar, ainda que em igualdade com o rival portuense.

Águias e dragões estão lado a lado na tabela, em perseguição ao surpreendente Famalicão.

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Bruno José Ferreira / Estádio Municipal de Braga