A FIGURA: Waldschmidt

Não esteve tão inspirado como havia estado por exemplo em Braga, mas ainda assim foi dos elementos mais em foco do lado do Benfica. Fez o 1-0 com um penálti batido de forma exemplar, e tentou sempre associar o ataque encarnado. É muito forte a jogar entrelinhas e isso é sempre uma vantagem para qualquer equipa, mesmo em dias em que a inspiração não está no topo.

O MOMENTO: Helton afasta os fantasmas, minuto 62

O Benfica teve algumas oportunidades para fazer o 2-0 durante todo o jogo, mas esteve perto de sofrer o empate pouco passava da hora de jogo. A bola sobrou para Winck, mas o remate do jogador maritimista embateu na «muralha» Helton Leite. Defesa importante para afastar alguns fantasmas de intranquilidade do passado e para manter a baliza a zeros, pela sexta partida consecutiva.

OUTROS DESTAQUES

Taarabt

A par de Waldschmidt, foi o mais inconformado do lado do Benfica. Por vezes algo trapalhão – Jesus bem se irritou várias vezes com o marroquino –, mas não foi por ele que a exibição dos encarnados esteve tão aquém em comparação com os últimos jogos. Acabou o jogo esgotado.

Hermes

Foi ele que cometeu o penálti sobre Rafa, é certo, mas de resto Hermes fez um jogo bastante competente no regresso a uma casa que bem conhece. Defensivamente não comprometeu e ofensivamente levou sempre perigo à baliza de Helton Leite, nomeadamente na marcação de bolas paradas – forte neste capítulo.

Amir

Já terá tido jogos bem mais complicados, mas, nas vezes em que foi chamado a intervir, esteve à altura. Muito sereno, o guardião do Marítimo simplificou sempre as defesas e ainda brilhou com duas enormes defesas já na segunda parte, no 1x1 com Seferovic e Chiquinho.

Everton

Continua muito longe de justificar os 20 milhões pagos pelo Benfica ao Grémio no verão pelo seu passe, mas mais do que isso, continua sem justificar a confiança que Jorge Jesus lhe dá nesta altura da época. Com o regresso ao 4x4x2, Cebolinha foi o escolhido para jogar o lado esquerdo do ataque, mas passou completamente ao lado do jogo. Apático, nunca conseguiu desequilibrar, e tem apenas um remate à baliza de Amir digno de registo. Sem surpresa, acabou por ser o primeiro sacrificado de Jesus, por troca com Cervi.

Rafael Vaz / Estádio da Luz, Lisboa