Jogo de abertura da Liga NOS 2019/2020 com um empate a zero, mas onde não faltaram oportunidades de golo para as duas equipas. O Portimonense dominou na maior parte do tempo mas viu o Belenenses soltar-se nos últimos minutos e desmentir essa supremacia dos algarvios.

Numa lógica de continuidade, António Folha pouco mudou em relação ao que ninha testando na pré-época, mantendo o sistema, 4x3x3, num onze previsível, com quatro reforços: Koki Anzai, Willian Rocha, Rômulo e Iury Castilho. Os algarvios mantiveram assim uma estrutura consolidada na última época, em que as transições rápidas ficaram bem evidentes. O Belenenses também entrou em campo com quatro reforços no onze inicial: Koffi, Varela, André Sousa e Dieguinho, numa equipa esquematizada em 4x2x3x1, e mais expectante.

Ficha e filme de jogo

Com uma pressão alta, os algarvios tentaram foram encostando os visitantes atrás e assumiram o controlo das operações. No entanto e na parte inicial do jogo com vários passes transviados que originaram algumas perdas de bola que o Belenenses tentou explorar com lançamentos para a velocidade de Kikas e Licá. Corrigida essa questão, o Portimonense começou a acertar na troca de bola e movimentados pelas ações de Paulinho foram criando situações complicadas para o guarda-redes Koffi, com destaque para a ocorrida aos 17 minutos, quando o criativo brasileiro  acertou ao de leve no ferro do poste esquerdo da baliza, após uma recuperação à entrada do meio-campo ofensivo dos algarvios, fruto, precisamente, da tal pressão alta. Até ao intervalo os algarvios bem tentaram, como num remate de Iury Castilho que passou perto do poste direito, mas Koffi desfez esses intentos.

A toada manteve-se depois mas foi complicado furar a muralha azul e principalmente Koffi, determinante a evitar o golo de Iury Castilho aos 61 minutos, num cabeceamento intencional na área, após cruzamento de Koki Anzai. O guarda-redes do Burquina Faso que está emprestado pelo Lille brilhou bem alto!

Leia ainda os destaques da partida

A mesma dupla, Koki Anzai/Iury Castilho voltou a provocar calafrios no último reduto dos lisboetas, aos 78 minutos, numa jogada idêntica à anterior, só que nesta a bola passou a rasar o poste direito da baliza. Na resposta e na mesma proporção de perigo da ocasião algarvia, Licá visou a baliza de Ricardo Ferreira em iniciativa individual.

O Belenenses cresceu depois e acabou o jogo por cima e a falhar boas oportunidades, valendo aos algarvios a falta de eficácia de Kikas e Lucca e o sentido posicional de Willian Rocha, que cortou um remate de Licá que levava a direção certa.

O empate acabou por prevalecer, muito por culpa de Hervé Koffi e pela falta de pontaria dos avançados das duas equipas.

       
Jorge Anjinho / Estádio Municipal de Portimão, Portimão