A FIGURA: Pedro Nuno

Foi quem mais esteve em evidência no primeiro quarto de hora, período no qual ofereceu uma bola de golo Fábio Abreu e obrigou Koffi a aplicar-se. Exibiu-se sempre a um nível elevado e foi dele a assistência para o golo de Nuno Santos. Pouco depois disso, esteve muito perto do 2-0 para os minhotos. Grande jogo!

 

O MOMENTO: penálti falhado por Nuno Coelho. MINUTO 90+9

O Belenenses foi inferior durante a maior parte do jogo, mas nos descontos teve a possibilidade de chegar ao empate. Pasinato derrubou Phete na área e depois de vários minutos de espera o árbitro apontou para a marca do castigo máximo. Nuno Coelho atirou ao lado e o Belenenses somou nova derrota na Liga.

 

OUTROS DESTAQUES

Koffi: fez três defesas de elevado grau de dificuldade só nos primeiros 45 minutos, duas delas a remates de Fábio Abreu, o homem-golo do Moreirense. Não relevou a maior das seguranças na abordagem às bolas paradas e quase comprometeu aos 38 minutos com uma saída em falso, não ficando igualmente bem na fotografia num lance em que Pedro Nuno quase fez o 2-0. Um minuto antes do golo de Nuno Santos negou novo golo a Fábio Abreu com a defesa da noite. Inconstante, sim, mas se não fosse ele o Moreirense teria resolvido o jogo cedo.

Marco Matias: dos homens da frente dos azuis, foi aquele que mais intranquilizou os centrais do Moreirense na primeira parte, sobretudo através de movimentos diagonais sem bola que lhe permitiram aparecer várias vezes sem marcação ou estar no sítio certo para aproveitar os erros alheios. Aos 36 minutos quase marcou após aproveitar um passe mal medido de um adversário e esteve perto faturar em cima do intervalo, em mais um deslize da defesa visitante. Saiu aos 64 minutos, quando Petit, em busca do resultado, reforçou o eixo do ataque com Keita.

Nuno Santos: atuou na posição mais recuada de um meio-campo muito versátil apresentado por Ricardo Soares. Juntamente com Filipe e Alex Soares, conseguiu que o meio-campo do Moreirense ganhasse a batalha contra Show e Pina, que se focaram quase exclusivamente nas tarefas defensivas. Foi dele o golo que deu a vitória à equipa minhota: um desvio certeiro de cabeça e a estreia a marcar no principal escalão do futebol português. Foi rendido aos 75 minutos, altura em que o técnico dos cónegos colocou Fábio Pacheco, um médio defensivo de raiz.

David Marques / Cidade do Futebol, Oeiras