Apesar das dificuldades no terreno do Santa Clara, o Moreirense leva dos Açores um ponto e segura o quinto lugar isolado na tabela pelo menos por mais uma jornada.

Inalterada fica também a posição dos açorianos, que permanecem no oitavo posto com 37 pontos, num jogo onde uma expulsão mudou o rumo de uma história que começou bem para a equipa de Moreira de Cónegos.

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Foi o Moreirense quem entrou no jogo a ‘mandar’. Fez o Santa Clara recuar em peso, graças à consistência e segurança na movimentação de bola, a mostrar porque ocupa o quinto lugar da tabela.

Com uma grande capacidade de organização, a equipa de Moreira de Cónegos foi-se apresentando bem ‘fechada’ atrás da linha da bola, avançando com precisão para área dos encarnados de Ponta Delgada e ocupando com eficácia os espaços abertos na defesa.

Aliás, o primeiro golo do Moreirense surge precisamente de uma desatenção dos insulares. Aos 13 minutos, Pedro Nuno surge desmarcado na pequena área, depois de um livre muito bem marcado por Arsénio, cabeceando, à vontade, para o fundo da baliza de Marco.

Um golo que reforçou a confiança da turma de Ivo Vieira, que por pouco não viu ampliada a vantagem no marcador, num espaço de três minutos. Foi num lance em que Chiquinho apareceu a rematar na cara de Marco mas o esférico voltou a sobrar para o médio do Moreirense que acaba por atirar ao lado.

O Santa Clara, por seu lado, continuava a evidenciar dificuldades em colocar pressão na área dos visitantes.

Mas, a partir da expulsão do guardião de Moreira de Cónegos alterou-se a dinâmica de jogo! Após analisar um lance, com recurso ao VAR, António Nobre decide mostrar a cartolina vermelha a Trigueira, por este ter atingido Schettine, no pescoço, com a chuteira.

Com o Moreirense a jogar em inferioridade numérica começava a ver-se o moral dos açorianos crescer e dar resultados.

O Santa Clara passou a pressionar de forma mais incisiva e conseguia agora fazer circular bola no espaço defensivo dos visitantes com maior facilidade.

Schettine já começava a mostrar que seria um dos elementos mais ameaçadores da tranquilidade de Nuno Macedo na baliza. O conjunto insular estava motivado e não dava margem para a equipa de Ivo Vieira respirar. Até que, na compensação de oito minutos concedida por António Nobre, o Santa Clara chegou ao golo do empate.

Patrick cruzou para o inconformado Schettine que desviou certeiro para o fundo da baliza do Moreirense.

Contra as expetativas, a equipa de Moreira de Cónegos regressou melhor dos balneários. Não fosse a atenção de Marco e o Santa Clara teria voltado à desvantagem no marcador logo nos primeiros minutos, com Heri, Chiquinho e Pedro Nuno a funcionarem bem no último terço.

Com o acelerar do ponteiro do relógio, os insulares foram voltando a recuperar o domínio de jogo. Contudo, Macedo, atento e preciso, fez a diferença em várias situações de perigo iminente, protagonizadas, sobretudo, por Thiago Santana e Schettine.

Apesar da busca incessante por desbloquear o marcador, a partida terminou com a divisão de pontos. Um bom espetáculo de futebol mas num estádio praticamente vazio.

Foi a pior assistência da época para o Santa Clara, com pouco mais de 1260 pessoas nas bancadas. É que embora tenha melhorado durante a partida, o mau tempo que se fez sentir ao longo de toda a manhã afetou a afluência dos adeptos aos Estádio de São Miguel nesta tarde de sábado.

Luísa Couto / Estádio São Miguel, Açores