O Rio Ave nunca venceu o Arouca. A afirmação era verdadeira antes do encontro deste domingo e continua a ser. Duas equipas que têm estado arredadas do caminho das vitórias defrontaram-se esta tarde em Arouca. Se o Rio Ave tem objetivos europeus, embora admita que será complicado alcançá-los pela via do campeonato, já os arouquenses precisam de pontos como de pão para a boca para continuarem a manter a cabeça à tona da água na luta pela manutenção.
 
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Quando o árbitro Rui Costa deu o apito inicial, os homens de Arouca fizeram o que lhes competia. A jogarem em casa e com adversários diretos a somarem pontos já nesta jornada, assumiram o encontro e só tinham olhos para a baliza de Ederson.
 
Logo aos 2 minuto, num canto batido por David Simão para a área, Nuno Coelho rematou por cima da barra, avisando os rioavistas que este não era jogo para descansarem, nem para cometerem erros. Mas o meio campo do Rio Ave não estava nos seus dias e sucederam-se as perdas de bola no meio campo defensivo. Numa delas, responsabilidade de Habib, Vuletich ganhou e depoois rematou em arco na área. Ederson ainda se esticou, mas não conseguiu chegar e estava aberto o marcador.
 
O Rio Ave tentou reagir. Diego Lopes, por várias ocasiões trabalhou bem no meio campo adversário, mas faltou sempre a melhor forma de finalizar o lance. Ou não aparecia ninguém para dar seguimento, ou o remate de Diego Lopes saía por cima.
 
Mas aos 20 minutos de jogo o Rio Ave teve a sua melhor ocasião na primeira parte. Del Valle rematou cruzado do lado direito, Mauro, em esforço, defendeu para a frente. Hassan a apareceu de imediato para a recarga, mas Mauro conseguiu novamente impedir o golo.
 
Até ao final da primeira parte, o Arouca ainda andou perto da baliza de Ederson. Aproveitando mais uma perda de bola, Kayembe rematou cruzado, apertado por dois adversários, e a bola ainda bateu em Ederson e sai juntinho ao poste direito.
 
Já quase em cima do intervalo, os ânimos aqueceram. Primeiro foi uma falta de Hugo Basto sobre Ukra perto da área, que valeu o amarelo ao defesa arouquense, e levou à expulsão de um elemento do banco auxiliar do Arouca, por protestos. Depois, uma falta dura e fora de tempo de Del Valle sobre Artur, que levou o árbitro a expulsar o jogador do Rio Ave, e a mostrar o amarelo a Diego Lopes por protestos.
 
Com menos um elemento e a perder por 1-0, o Rio Ave entrou para a segunda parte mais dinâmico. Ainda assim, algumas faltas de entendimento no meio campo rioavistas, além de uma boa intervenção da defesa do Arouca, levaram a que os homens da formação de Pedro Emanuel tivessem mais sucesso em lances rápidos pelas alas, fruto da inspiração de Ukra e Tiago Pinto, mas, mesmo assim, sem grande perigo para a baliza de Mauro.
 
Sem chegar ao golo, o Rio Ave foi perdendo o ritmo atacante e, aliado a alguma passividade defensiva, expôs-se e viu o Arouca chegar várias vezes junto à baliza de Ederson. Wakaso, Habib, e Villas Boas fizeram alguns cortes in extremis que poderiam ter permitido à equipa da casa aumentar a vantagem.
 
A melhor ocasião para os visitantes na segunda parte foi a 5 minutos do fim. Hassan isolado, cara a cara com Mauro, atirou, para a defesa do guardião do Arouca. Antes, um remate de Villas Boas ao lado, juntinho ao poste da baliza, após um cabeceamento de Prince na receção de um canto na área.
 
O Rio Ave terminou o encontro com um tudo por tudo atacante, a tentar chegar, pelo menos, ao empate, mas já não houve nada a fazer.
 
Os três pontos, que o Arouca fez por merecer, sabem que nem ginjas a uma equipa que anda pela cauda do pelotão na maratona da manutenção. Para o Rio Ave, a Europa fica um bocadinho mais longe.
Sara Marques