Apesar do período de convulsão que o Sporting viveu durante todo o verão, os leões entraram para a 5.ª jornada na liderança do campeonato ex-aequo com Sp. Braga e Benfica.

Apesar do bom momento que equipa de Alvalade atravessa, José Peseiro entende que há ainda muita margem para crescer, até porque o número que caras novas no plantel é grande. «Quando começou a época estávamos fora de tudo e agora querem pôr-nos à frente de tudo. (...) Sabemos o valor que temos, que é muito, a qualidade que temos, que é muita, e sabemos o que podemos potencializar: e a nossa equipa tem muita base de crescimento. O Gudelj foi titular uma vez pelo Sporting: ora aí está. É diferente de um médio que foi titular 20 vezes no Sporting. No Sporting, no Benfica, no FC Porto ou no Sp. Braga», apontou.

Peseiro assumiu que uma das maiores preocupações para o arranque da época passava por montar uma equipa que fosse sobretudo equilibrada. «Já fazemos coisas boas. O que colocámos como meta, e o primeiro objetivo, era montar uma equipa que defendesse bem. Somos das equipas com menos golos sofridos e queremos manter isso. Disse no princípio da época que a ambição que tinha era jogar o futebol que me marcou como treinador. Outra coisa é o que é urgente e determinante para ter uma equipa competitiva, coesa e consistente. (...) Era preciso que fossemos uma equipa não obsessivamente ofensiva, não obsessivamente louca, porque eu também fui muito criticado por isso, como sabem. Que fossemos uma equipa que tinha de fazer golos mas que tinha de ser equilibrada, consistente... um bocadinho mais equilibrada e menos audaz, com certeza, e que nos levasse a conseguir pontos.»

Peseiro disse estar a ver um Sporting em constante evolução e a jogar melhor do que tem sido avançado pela imprensa especializada. «A equipa tem dado passos. Tem dominado mais os jogos sem se desequilibrar e sem se expor muito, porque é esse o caminho que queremos traçar: passo a passo.»

Mais de um mês depois do princípio da época, estará agora o Sporting pronto a abdicar de vez com um certo conservadorismo e disposto a cometer loucuras? «Loucuras entre aspas: não se pode estar louco no jogo. Estamos cada vez mais a pressionar alto. Temos mais gente na reação à perda e se isso acontece é porque colocamos mais gente no processo ofensivo. Já fazemos esse caminho bem mas queremos fazer ainda melhor», rematou o treinador do Sporting.

David Marques