Figura: Bracali

A terceira vitória seguida do Boavista no Bessa tem muito dedo do guarda-redes. Aliás, muito das mãos do ex-Arouca. Empurrado à força para a baliza, por força de lesão de Helton, o experiente brasileiro tem correspondido na perfeição. Esta tarde, por exemplo, fez duas excelentes e corajosas defesas a remates de Diego Lopes (45’) e Tarantini (45+2). Decisivo, portanto. Nem se dá pela falta do gigante Helton e esse é o melhor elogio que se pode fazer a Bracali.

Momento: Bracali rouba glória a Tarantini (45+2)

Foram duas defesas praticamente seguidas, mas a segunda ganha especial importância por ter sido mesmo no último suspiro da primeira parte. O cruzamento de Coentrão para Diego Lopes é excelente, o serviço do médio para o disparo de Tarantini não fica atrás. No entanto, Bracali agigantou-se e travou o que podia ser um golo certo que daria o empate ao Rio Ave. É, no fundo, o lance que espelha o papel fulcral que o experiente guarda-redes de 37 anos teve no triunfo do Boavista, o terceiro seguido em casa.

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Outros destaques:

Carlos Júnior: depois de ter jogado um minuto contra o Portimonense, o avançado estreou-se a titular pelo Rio Ave. As primeiras impressões não deixaram água na boca, embora também não se possa escrever que não irá acrescentar qualidade ao plantel de Daniel Ramos. Contratado em janeiro, o extremo esteve perto de marcar (35') e mostrou pormenores interessantes, no entanto, revelou falta de entrosamento com alguns colegas. Em suma, fez uma exibição razoável.

Diego Lopes: o melhor jogador de verde e branco. Executou com critério, inteligência e eficácia. Joga de cabeça levantada, olha em seu redor antes de receber, enfim, pormenores de quem está constantemente a pensar qual o melhor espaço para receber ou assistir. Viu Bracali negar-lhe o empate na primeira grande oportunidade de golo dos vila-condenses na partida (45’). Pouco depois, o dez do Rio Ave deixou Tarantini com tudo para marcar, mas o guarda-redes do Boavista voltou a levar a melhor (45'+2).

Rafael Costa: teve a infelicidade de lesionar-se, por isso, esteve apenas 18 minutos em campo. Ainda assim, contribuiu de forma decisiva para a vitória do Boavista ao anotar o único golo do jogo, na transformação de uma grande penalidade. Foi o terceiro golo da época, o segundo consecutivo em casa. Está, portanto, a subir de produção e isso são boas notícias para os axadrezados.

Ruben Semedo: é sem sombra de dúvida uma mais-valia para o Rio Ave. Contudo, não teve uma tarde feliz. O ex-Sporting fica ligado ao momento que decidiu a partida, quando aos dez minutos cometeu grande penalidade. Fica a sensade que abordou o lance com alguma condescendência e a equipa pagou uma fatura demasiado pesada.

Vítor Maia / Estádio do Bessa, Porto