Com uma cambalhota no marcador o Sp. Braga conseguiu a terceira vitória da época sobre o FC Porto (2-1) e conseguiu chegar ao pódio da Liga, com recurso a photo finish. O terceiro lugar dependia apenas do Sp. Braga, mas o triunfo do Benfica e a reviravolta dos pupilos de Artur Jorge frente ao FC Porto e a derrota do Sporting em Alvalade vale o pódio aos arsenalistas.

Um pódio conseguido com uma mudança de chip do Sp. Braga, que deu a primeira parte de avanço ao FC Porto. Depois de uma primeira parte para esquecer os guerreiros transfiguraram-se e voltaram a travar um FC Porto já campeão que pela amostra da primeira parte ameaçava fazer da visita à pedreira um passeio.

Puro engano. Mesmo numa época atípica, com quatro treinadores, os guerreiros conquistaram a Taça da Liga e acabam no terceiro lugar, garantindo um lugar na fase de grupos da Liga Europa da próxima temporada.

Golo em seis minutos

A entrada em jogo foi de completo domínio dos dragões. Cedo se percebeu o diferencial de convicção das duas equipas em campo. Mesmo com um ritmo baixo, o FC Porto entrou em campo a impor a sua tarimba, acabando por chegar ao golo com relativa normalidade logo aos seis minutos.

Um golo sem direito a festejos, uma vez que Uribe saiu lesionado do lance em que abriu o ativo, tendo mesmo de abandonar o relvado. Boa jogada de envolvimento ofensivo dos dragões na direita, a culminar com o colombiano a encostar para o fundo das redes.

Ficou confortável o FC Porto, não tanto pelo que fez, porque foi competente sem deslumbrar, mas muito por o Sp. Braga ser incapaz de responder. Desconexo, o Sp. Braga não criou lances de perigo na primeira metade e permitiu ao FC Porto controlar o jogo sem sobressaltos.

Mudança de chip

O FC Porto até se atrasou no regresso para a segunda parte, uma moda de Sérgio Conceição, mas o chá do intervalo fez efeito no Sp. Braga que veio transfigurado das cabines. Uma autêntica mudança de chio da equipa de Artur Jorge, que conseguiu operar a cambalhota no marcador.

Depois de Diogo Costa negar por duas vezes o empate aos arsenalistas, Ricardo Horta puxou dos galões e aproveitou uma ressaca de bola para rematar para o fundo das redes, relançando a luta pelo terceiro lugar. O assédio do Sp. Braga deu frutos, operando a cambalhota no marcador ao minuto 66 com um golo de Fransérgio. No mesmo lance em que atirou com estrondo ao ferro, o capitão provocou a euforia na pedreira, ao guiar os guerreiros para o pódio.

Com o ouvido na Luz, à moda antiga, o Sp. Braga estava virtualmente no terceiro lugar, mas um golo de Sporar no dérbi da capital fez esmorecer os ânimos. Nada que o segundo do Benfica não resolvesse.

Esperaram no relvado os jogadores do Sp. Braga, festejando apenas quando em Lisboa se deu o apito final. Final com festa de uma época atípica na qual passaram pelo banco Sá Pinto, Rúben Amorim, Custódio e, por fim, Artur Jorge.

Após seis vitórias consecutivas, a última das quais frente ao Moreirense por números expressivos, o FC Porto tropeça antes da final a Taça de Portugal.

Bruno José Ferreira / Estádio Municipal de Braga