Terminou numa igualdade o dérbi minhoto da terceira jornada. Ricardo Sá Pinto provocou uma verdadeira revolução no onze bracarense, mas deu-se mal com a experiência. Os guerreiros estiveram melhor na primeira parte e Galeno deu expressão à supremacia visitante. No segundo tempo, foram os galos a impor o ritmo e a chegar ao empate por Sandro Lima. Resultado que se ajusta ao que se passou durante os 120 minutos… perdão, 90 minutos, no restante tempo o encontro esteve parado devido a uma falha elétrica!

O Sporting de Braga chegava a Barcelos galvanizado pelo triunfo sobre o Spartak de Moscovo, para a Liga Europa. O compromisso europeu e o elevado número de jogos que os bracarenses têm nesse início de época, fez com que o treinador dos guerreiros fizesse alterações no onze. Aliás, todas as alterações: tirou 11 e colocou outros 11! Destaque para as estreias absolutas de Eduardo, Lucas, Galeno e do recém-chegado Rui Fonte. Tormena foi titular pela primeira vez, tal como Naidji no Gil Vicente.

Para quem tinha feito uma alteração tão radical na equipa titular não se podia esperar melhor começo. Ainda muitos adeptos procuravam assento ou tentavam perceber como estavas as duas equipas a jogar e já o Sporting de Braga se adiantava no marcador. Rui Fonte segurou bem no miolo do terreno e desmarcou Galeno na direita. Depois de ganhar em velocidade a Vente - mau jogo do defesa -, rematou cruzado para o golo – Denis podia ter feito mais.

Os barcelenses tentaram reagir, porém os dois médios mais recuados, João Afonso e Soares encostavam-se muito aos centrais, criando um espaço muito grande para a linha da frente. Os guerreiros acomodaram-se com o resultado e também deixaram o jogo correr. Com o aproximar do intervalo, os de Barcelos carregaram sobre os bracarenses. Ainda assim, falhava na definição do último passe e a partida chegou ao descanso com a vantagem forasteira.

A segunda parte começou com o Gil Vicente ao ataque. Depois, a luz foi abaixo e foi necessário esperar 30 minutos. Podia pensar-se que o ímpeto gilista iria resfriar, mas não foi isso que aconteceu. Os barcelenses intensificaram o domínio na partida encostando os guerreiros às cordas. O apagão fez bem aos de Barcelos.

Vítor Oliveira leu bem o jogo e tirou da cartola Lino, que deu outra vida ao futebol dos galos. Mal entrou, rematou com estrondo ao poste! De tal forma, que obrigou Ricardo Sá Pinto a trocar Caju por Ricardo Esgaio, tentando estancar o ataque dos galos pelo lado direito. Mas foi por aquele lado que surgiu o empate. João Afonso colocou em Alex Pinto que cruzou para o golo de Sandro Lima.

O Sp. Braga ainda esboçou uma reação tímida, mas do outro lado encontrou uma equipa batalhadora que nunca deixou de procurar o ataque nem teve a tendência de recuar as linhas. Por isso, a divisão de pontos no final acaba por ser justa e agrada mais aos de Barcelos do que aos bracarenses.

Nuno Dantas