O Portimonense deu um passo decisivo para alcançar a permanência, com uma vitória difícil mas justa, frente ao já condenado Feirense. As dificuldades algarvias resultam da inoperância no momento do remate, não aproveitando as escassas oportunidades e do acordar tardio dos forasteiros, que apenas nos minutos finais acreditaram que poderia evitar a derrota. Foi por poucos minutos, mas foram os suficientes para colocar em causa a vitória do Portimonense.

Folha efetuou três alterações no Portimonense em relação ao empate (1-1) em Setúbal, na última jornada: Lucas Possignolo, por castigo (acumulação de amarelos), Hackman e Wellington, ambos por opção, não fizeram parte do onze inicial, sendo substituídos nesse estatuto por Ruben Fernandes, Lucas Fernandes e Aylton Boa Morte. No Feirense, Filipe Martins manteve o mesmo onze que entrou de início na derrota caseira (0-2), com o Sporting de Braga.

O calor algarvio não foi suficiente para aquecer o jogo, pautado por um ritmo lento e com as balizas distantes. Como lhe competia, até porque era a única equipa ainda com objetivos por cumprir, o Portimonense tomou a iniciativa e deu sentido único ao jogo. Mas, como já se disse, a velocidade nem sempre esteve presente, e não abundaram as oportunidades de golo. Foi preciso esperar 20 minutos para surgir a primeira situação de perigo, com Tormena a desviar de cabeça um canto de Paulinho, levando a bola a passar perto da barra da baliza defendida por Caio Secco.

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Tabata e Aylton Boa Morte, de vez em quando, tentavam imprimir velocidade nos flancos, mas sem consequências práticas em relação a oportunidades de golo. O Feirense abdicou do ataque - nenhum registo ofensivo foi registado até ao intervalo! - mas tapava bem os caminhos da sua baliza.

Os fogaceiros acabariam por dar um tiro nos pés à meia-hora de jogo, quando Tiago Gomes foi expulso por entrada duríssima, num autêntico golpe de karaté em que colocou os pés nas costas de Tabata, deixando marcas bem visíveis no extremo brasileiro do Portimonense.

Com mais uma unidade, os algarvios intensificaram o assédio à baliza adversária e chegaram ao golo por Tabata, que finalizou de cabeça, antecipando-se a Babanco. Antes do intervalo o Portimonense desperdiçou nova ocasião para faturar, primeiro num remate de Lucas Fernandes defendido por Caio Secco, com a recarga de Jackson Martinez a passar perto do travessão.

Antes de João Capela apitar para o descanso, o Portimonense também ficou reduzido a 10 jogadores, com Aylton Boa Morte a ser expulso - com confirmação do VAR - depois de disputar uma bola com Briseño com o pé alto, não conseguindo evitar o toque no adversário. Os algarvios reclamaram alegando que o extremo disputou a bola, mas assim não entendeu o árbitro, e novos dados estavam lançados para a etapa complementar, com o Feirense, com a entrada de João Silva, a tentar reverter o rumo.

A intenção fogaceira não passou disso mesmo e manteve-se a ausência atacante. Tal como antes, os algarvios, a espaços, conseguiam ser perigosos e a vantagem esteve perto de ser alargada aos 61 minutos, num remate rasteiro de Jackson Martinez, que rasou o poste esquerdo.

O Portimonense não marcou o golo que deixaria uma boa almofada para descansar e deu azo a que o Feirense acreditasse que poderia evitar a derrota. Conquistados metros, lá apareceram os remates à baliza de Ricardo Ferreira, com destaque para um de Petkov (86') em zona frontal, com o guarda-redes a defender também a recarga de Edson Farias. Nos descontos, Ricardo Ferreira segurou os três pontos para os algarvios, parando um cabeceamento de Flávio Ramos que levava selo de golo. Os fogaceiros acordaram tarde...

Jorge Anjinho