Ao som do hino da alegria, o FC Porto acabou com a invencibilidade do Famalicão na Liga (3-0) e colocou-se ao lado do Benfica no topo.

Conceição referiu que faltou alegria na quinta-feira. Esta tarde houve alegria, liberdade, solidariedade e, por fim, paz. Os dragões mostraram estar um patamar acima dos famalicenses e venceram confortavelmente. Prova disso foram as duas defesas que Marchesín fez.

A fórmula da alegria equacionada pelo técnico portista não incluía Marega (ficou na bancada), Zé Luís (suplente não utilizado) e Telles (entrou para os minutos finais). O FC Porto partiu do 4x3x3 com Díaz livre para deambular pela frente, abrindo corredor para Manafá. Por sua vez, Corona fez de extremo direito e deixou o sector recuado para Mbemba.

A ideia resultou na perfeição. Os azuis e brancos tiveram uma entrada fortíssima na partida e apenas por culpa de Defendi não chegaram a um golo madrugador. Logo aos 23 segundos (!), Soares cabeceou à figura do guarda-redes famalicense.

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O brasileiro foi um gigante entre os postes no primeiro quarto de hora: realizou um voo sensacional para travar um pontapé de Uribe (14’) e esticou-se todo para impedir o golo de Soares (15m).

O Famalicão acabou por se encontrar, ainda bem a tempo de discutir o jogo. O conjunto de João Pedro teve períodos de bom futebol e ameaçou abrir o marcador. Fábio Martins ganhou espaço e obrigou Marchesín a defesa apertada (19m). Mais tarde, Lameiras atirou à figura do argentino (30m).

Provavelmente no melhor desenho ofensivo dos dragões em todo o jogo, Manafá atirou fraco à figura de Defendi. Os trinta minutos iniciais do FC Porto foram muito bons, é preciso dizer, e adivinhava-se o golo. Patrick foi herói ao impedir o golo de Soares (42) e virou réu três minutos depois. O defesa falhou um passe interior, Otávio deu para Díaz que combinou com Corona e fez o 1-0. Justo.

A ideia de jogo do Famalicão é positiva e faz bem ao futebol português, embora deixe a equipa exposta.

A segunda parte foi totalmente diferente. O FC Porto geriu melhor a bola – como poucas vezes se viu esta época -, foi paciente e soube esperar pelo momento ideal para ameaçar a baliza contrária. Os lances de Corona e Uribe foram sintomáticos e somente por mero azar não resultaram em golo.

A fluidez do jogo ofensivo do FC Porto impressionava. Ainda para mais, sem o jogador mais decisivo na ideia de jogo do seu treinador: Marega. Pese embora o conforto dos portistas no encontro, o 2-0 só chegou através de mais um erro do Famalicão: Lionn perdeu a bola, foi a passo e viu Soares correr, ganhar um ressalto, driblar Defendi e tranquilizar o Dragão (73m).

O Famalicão não ousou desafinar ou interromper a sinfonia harmoniosa tocada pelos azuis e brancos, pese embora tenha conseguido ter mais bola. Nunca criou verdadeiramente perigo e foi o FC Porto quem chegou ao 3-0 em mais uma falha tremenda. Defendi perdeu a bola na área, Fábio Silva aproveitou e estreou-se a marcar no Dragão.

Um hino sem desafinações.

Veja o resumo do jogo:

Vítor Maia / Estádio do Dragão, Porto