A FIGURA: NANI

É certo que não tem a exuberância de outros tempos, mas a inteligência na ocupação dos espaços compensa e de que maneira. Abriu caminho para o triunfo sólido dos leões num dos primeiros lances de cabeça ganhos pelo Sporting na área axadrezada em bola corrida e fechou as contas numa jogada de insistência dos leões. Chegou ao sexto golo em 11 jogos nesta temporada e a continuar assim caminha para a época mais profícua da carreira.

O MOMENTO: Nani quebra resistência da pantera – MINUTO 31

Depois da boa réplica axadrezada no primeiro quarto de hora, o Sporting conseguiu pegar nas rédeas do jogo. Com muita bola e algumas boas iniciativas, os leões já somavam um par de ensaios ofensivos perigosos, mas foi Nani, o melhor marcador dos leões em 2018/19, a encontrar o caminho do golo, ao aparecer na pequena área para desviar de cabeça após cruzamento de Montero desde a esquerda.

 

OUTROS DESTAQUES

Bruno Fernandes: cresceu na segunda parte, após uns primeiros 45 minutos algo irregulares. Atirou à barra na marcação de um livre e fez o 2-0 com um remate fortíssimo de pé direito. Exibição positiva do médio, que voltou neste domingo à posição habitual.

Diaby: Sousa Cintra tinha razão. O avançado maliano tem uma velocidade estonteante. Nem sempre define da melhor forma mas é um desequilibrador nato. Pôs a cabeça em água a Talocha e assistiu Bruno Fernandes para o 2-0. À entrada para os últimos dez minutos dispôs de uma das melhores oportunidades do jogo. Picou a bola por cima de Helton, mas sem a força necessária para fazer o 4-0. Ganhou pontos na luta por um lugar no onze.

Acuña: as primeiras ações perigosas dos leões no jogo tiveram o contributo do (outra vez lateral) argentino, atrevido nas missões ofensivas. O corredor esquerdo da equipa de José Peseiro esteve quase sempre mais oleado do que o contrário na primeira parte e Acuña contribuiu muito para isso. Apresentou mais dinâmica nos primeiros 45 minutos.

Mathieu: voltou a jogar pelo Sporting mais de um mês depois da última aparição, diante do Qarabag para o arranque da fase de grupos da Liga Europa. Não teve uma noite muito trabalhosa – só nos primeiros 15 minutos o Boavista conseguiu chegar com maior regularidade à área leonina – mas resolveu de forma soberana quando foi chamado a intervir. Ainda ameaçou o golo na marcação de um livre na segunda parte.

David Simão: talvez o melhor elemento dos meio-campo dos axadrezados. Teve alguns desarmes importantes e correu quilómetros na tentativa de estacar o jogo interior da equipa da casa. Esteve muitos furos acima do capitão Idris, sacrificado ainda na primeira parte para dar lugar a Rafael Costa. Distribuiu com acerto e critério, mas ficou-se pelos primeiros 45 minutos.

Neris: impressionou pelo sentido posicional sobretudo na primeira parte. Limpou tudo o que era bola aérea, opção tática pela qual os leões têm uma apetência que é muitas vezes desajustada tendo em conta as características dos homens que colocam na área em jogadas de ataque organizado.