FIGURA: Ricardo Horta
Incisivo em tudo o que faz, em cada abordagem à bola, em cada oportunidade. Joga com alegria, como um vagabundo em campo com liberdade para se recriar. Igual a si mesmo, numa jogada em que se podia desinteressar e esperar pelo lançamento, forçou cruzou de forma teleguiada para a cabeça de Wilson Eduardo. Na segunda parte fez ele mesmo o golo num lance de génio em que enganou tudo e todos. Resumindo: uma assistência e um golo, o nono da época no terceiro jogo consecutivo a marcar. Segue num excelente momento de forma.

MENÇÃO HONROSA: Marco
Fez uma série de intervenções tão aparatosas quanto difíceis. Ainda tocou na bola na cabeçada de Wilson, mas pouco podia fazer. De resto, foi segurando o Santa Clara no jogo, atrasando ao máximo o segundo golo. Pouco podia fazer, mais uma vez, no lance de génio assinado por Ricardo Horta no segundo golo.

MOMENTO: segundo golo do Sp. Braga (58’)
Desarme de Esgaio a Carlos Júnior, atravessando depois o relvado a todo o seu comprimento até cruzar na linha de fundo oposta após combinar com Galeno. Ao segundo poste Ricardo Horta recolheu o esférico que ninguém quis desviar. Parou, levantou a cabeça e iludiu os adversários, que pensaram que o médio procurava apoio. Horta atirou para o poste mais distante, num remate seco e inesperado. Arrumou com a questão.

OUTROS DESTAQUES

Wilson Eduardo
Uma das novidades no onze de Sá Pinto, o atacante tem vindo a ganhar espaço na equipa após lesão. Apontou um golo pleno de convicção com uma cabeçada fulminante a adiantar o Braga no marcador.

Rashid
Classe pura nos pés por parte do médio do emblema açoriano. Destemido, não teve medo da luta no miolo e, sempre que pôde, progrediu com o esférico para depois distribuir com critério e qualidade. O iraquiano tem qualidade para outro tipo de futebol.

Carlos Júnior
Foi da sua responsabilidade o principal lance de frisson provocado pelo Santa Clara, logo nos instantes iniciais. Jogada individual com muita crença e muita luta a culminar em remate. Uma promessa dos açorianos, que não se viria a cumprir.

Palhinha
Sá Pinto montou uma equipa de ataque, com muitos elementos ofensivos, e deixou Palhinha com a responsabilidade de equilibrar o conjunto bracarense. A exibição do médio foi praticamente perfeita nessa função de compensar o centro do terreno.