Apenas a três minutos dos noventa o Sp. Braga conseguiu desmontar a organização do Farense de forma letal. Os guerreiros receberem a equipa algarvia dezanove anos depois na sequência de um jogo intenso a contar para a Liga Europa e o zero a zero arrastou-se até ao minuto 87, altura em que Al Musrati atirou para o fundo das-redes (1-0).

Remate certeiro do médio líbio lançado por Carlos Carvalhal no segundo tempo, a fazer os guerreiros recuperar o segundo lugar no soar do gongo, quando o fantasma do nulo no marcador ameaçava seriamente.

Mais audaz durante os noventa minutos, apenas muito perto do fim o Sp. Braga conseguiu amealhar os três pontos, com justiça, quando o Farense se agarrava com organização ao empate. Ultrapassados, à condição, pelo FC Porto, os guerreiros não reclamam a si o segundo lugar da tabela.  

Estratégico e tático q. b.

Dezanove anos depois Sp. Braga e Farense voltaram e encontrar-se em posição antagónicas na tabela classificativa. Esse estigma notou-se devido ao maior domínio dos arsenalistas, mas cada um com a sua estratégia tentaram causar mossa na equipa adversária, criando situações de relativo perigo.

A realidade é que o embate desta noite fria teve uma forte componente tática e estratégica. Ciente das dificuldades que teria pela frente, o Farense tentou condicionar ao máximo o processo de construção e jogo do Sp. Braga. Tiveram mais bola os guerreiros, mas algo manietados por um Farense destemido. Paulinho ainda tentou uma série de cabeceamentos, mas sem sucesso.

Do outro lado, o Farense sabia que teria menos bola, mas estava imbuído de um espírito de pragmatismo. Cada vez que se proporcionou os homens de Sérgio Vieira não viraram à cara à chance de armar ataques, quase sempre contra-ataques, perigosos. Chegaram mesmo a festejar golo, de Mansilla, mas com o recurso ao VAR foi assinalado fora de jogo a Ryan Gauld no início da jogada.

Banco rendeu a Carvalhal

A toada foi-se mantendo inalterável sem que o marcador mexesse. Nos minutos iniciais do segundo tempo Iur Medeiros esteve perto de alterar esse estigma ao atirar ao ferro. Remate de pé esquerdo à entrada da área, cheio de intenção, a esbarrar na base do poste de Rafael Defendi.

Depois de um jogo intenso a meio da semana, o empate a três neste mesmo palco frente ao Leicester, Carlos Carvalhal refrescou o seu meio campo com três substituições de uma assentada. Musrati, João Novais e André Horta foram as apostas do técnico bracarense para conseguir desbloquear o jogo.

Apertou-se o cerco à baliza algarvia, passou a sair menos vezes para o ataque o Farense. Passava por calafrios a equipa de Sérgio Vieira, carregou no acelerador o Sp. Braga. O espetro do nulo foi real, mas ao minuto 87, o momento do jogo, Al Musrati mudou o curso da história do jogo e embalou o Sp. Braga para a sexta vitória consecutiva no campeonato.

Bruno José Ferreira / Estádio Municipal de Braga