A figura: André Santos

Um destaque que não se justifica apenas pelo golo, aparentemente dedicado ao avô, recentemente falecido. Jogou como médio interior pela direita, e foi muito importante para a organização defensiva, uma vez que até Otávio aparecia por ali, a querer pegar no jogo. Depois, no plano ofensivo, mostrou segurança a tentar levar a equipa para a área contrária, em combinações curtas com Esgaio e Varela. O golo, fruto de um pontapé forte e colocado, de fora da área, foi o momento tecnicamente mais relevante do encontro.

O momento: minuto 86

Só na parte final do encontro é que o FC Porto conseguiu criar situações de perigo em lances de bola corrida, e a melhor foi protagonizada por Zé Luís, que após passe de Nakajima atirou cruzado para a baliza, mas Koffi mergulhou bem e segurou o empate no Jamor.

Outros destaques

Tomás Ribeiro

Ambos os centrais do Belenenses estiveram em bom plano, mas a nota mais positiva vai mesmo para o jovem esquerdino, que até começou a época na equipa sub-23. Perante adversários possantes e experientes, Tomás mostrou sempre enorme segurança. No chão ou pelo ar. Providencial o corte a desarmar Marega logo ao minuto 9, quando já parecia ter o lance perdido.

Licá

A equipa soube procurá-lo nas costas de Manafá e Pepe, mas faltou alguma clarividência para marcar à ex-equipa. É verdade que a mancha de Marchesín ao minuto 30 merece todos os elogios, mas, entre duas ou três oportunidades, Licá teve condições para marcar.

Sérgio Oliveira e Nakajima

Foram lançados ao mesmo tempo por Sérgio Conceição (minuto 64), e trouxeram alguma melhoria à exibição do FC Porto, que acabou o jogo a pressionar bastante o Belenenses. Sérgio Oliveira ainda atirou ao poste, de livre direto (76m), e Nakajima fez o passe para Zé Luís na última ocasião portista, negada por Koffi (86m).

Wilson Manafá

Foi o único jogador a conservar a titularidade relativamente ao jogo com o Casa Pia, da Taça da Liga, mas esteve francamente mal. Sem capacidade para desequilibrar ofensivamente e com muitas dificuldades para controlar as diagonais de Licá. Acumulou erros, levando os adeptos ao desespero, pelo que a substituição por Nakajima, ao minuto 64, mereceu aprovação generalizada.

Nuno Travassos / Estádio Nacional, Jamor