Declarações do treinador do Benfica, Bruno Lage, em declarações da flash interview da SportTV1 após a vitória frente ao Tondela, por 1-0, em jogo da oitava jornada da Liga:

[Jogo não foi fácil, opositor com qualidade, mesmo com estrutura diferente?] «Jogo muito difícil, já sabíamos isso, ainda para mais com alteração de cinco defesas. Acho que entrámos bem, fizemos 30 minutos em que controlámos o jogo. A determinada altura, e é normal, pelo que foi o nosso jogo do Lyon, o Tondela prendeu-nos. Os dois alas bloquearam a saída dos laterias e tentaram controlar o jogo. Nessa parte tivemos algumas dificuldades em perceber essa dinâmica, os nossos alas fechavam dentro e a bola saía por fora. Corrigimos isso, controlámos o jogo defensivamente, mas ofensivamente abusámos um pouco nos espaços verticais para os homens da frente. Com uma linha de cinco éramos amassados e perdíamos aí a bola. Coletivamente a equipa esteve bem, foi entendendo o que era necessário fazer, e depois da Champions tínhamos de ter esta mentalidade competitiva, são três pontos preciosos.

[Jogo tornou-se cómodo para o Benfica na segunda parte?] Nós queremos sempre tentar marcar. Estava 1-0 e o nosso objetivo ao intervalo foi corrigir defensivamente e depois em posse tentar procurar isso. Entre os 60 e os 75 minutos, depois da entrada do Chiquinho, começámos a meter a bola sempre de forma vertical. Acima de tudo o mais importante foi ter esta mentalidade, esta atitude coletiva, e conquistar os três pontos.»

[Cervi, quais são as qualidades e os defeitos para ser mais útil na Europa?] Dá-nos uma qualidade enorme na pressão, é um atleta em que confiamos nesse tipo de trabalho. Pretendemos que os nossos alas tenham outro contributo para o jogo. Quando Rafa joga nessa posição preferimos ter jogadores que procurem jogo interior. Quando queremos coisas diferentes e ter um ala como o Cervi que junta a equipa e que não permita grande espaço, ele é muito importante nesse sentido.»