Paulo Sérgio, treinador do Portimonense, analisa a goleada caseira sofrida diante do Benfica (1-5):

[sobre a influência do golo do Pizzi, na última jogada da primeira parte] «Não foi só isso. Na 1.ª parte o Benfica não teve muitas oportunidades, mas teve muita bola, mais do que eu estava a gostar e preparei. Estava toda a gente à espera do intervalo, adormecemos, e numa posição que era mais vantajosa para a 2.ª parte. A entrada para esse período, que contrariamente ao que os golos dizem, agradou-me e foi penalizador. Na fase em que estávamos melhor, a impedir o Benfica de fazer o jogo que gosta de fazer, subimos no terreno e a obrigar o Benfica a jogar longo e cometemos um erro grave nessas bolas longas, que dá o 2-1, um lance muito mal defendido, assim como no terceiro, com a mesma característica. E com 3-1 é difícil virar o jogo e decidi gerir a equipa. Assumo a responsabilidade pelo resultado, porque me expus a pensar no futuro. Cometemos erros capitais e o jogo foi para o lado do Benfica de uma forma facilitada.»

«Já vi as imagens e há uma série de peripécias que também desequilibraram. O segundo golo é claramente falta, o Darwin dá uma chapada na boca do Maurício; a entrada do Gabriel no joelho do Willyam na 1ª parte, não é para amarelo é para vermelho; e o Beto isolado com o Lucas Veríssimo a derrubá-lo também tem muito que se lhe diga. Isto são detalhes muito importantes e que ajudaram a desequilibrar a balança»

«Alteração do sistema ao intervalo? Para nos tornarmos mais atrevidos. Ficando com a segurança de uma linha de três por trás, começámos a pressionar mais alto, só que num lance de bola longa defendemos mal e isso mudou o sentido do jogo. mas gostei do fez na 2.ª parte, antes do 2-1, tivemos um lance muito perigoso do Beto.»

Jorge Anjinho