Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, analisa o empate no clássico com o Sporting, em Alvalade (2-2):

«Merecíamos mais do que o empate. Mas não vivemos de vitórias morais. Temos de fazer mais, para conseguir ganhar os jogos. Somos os campeões nacionais, mas isso já faz parte do passado. Temos de fazer mais em muitos momentos do jogo. Houve um comportamento geral que não foi mau, mas houve momentos de que não gostei. Mas isso também faz parte de todo este turbilhão. O Sporting provavelmente está contente, eu não estou. A responsabilidade é minha, mas quando o onze-base começou a sentir cansaço, viram a diferença entre quem estava dentro e quem estava fora. Os jogadores precisam de tempo para perceber a identidade do FC Porto.»

[está desiludido com a equipa?] «Estou desiludido com o resultado. O FC Porto não pode vir a Alvalade e ficar contente com o empate. Não há um “eu”, somos nós. A equipa, a partir do momento em que sentiu algum cansaço…foram duas semanas difíceis, com viagens, seleções. Não preciso repetir o que disse na antevisão. Para bom entendedor, meia palavra basta.»

[sobre a necessidade de adaptar os reforços] «Faz parte do nosso trabalho. Eles tentam perceber, dentro da experiência que têm, começarem a perceber o que é o FC Porto. Não é diferente de outro clube, mas é diferente na exigência e na paixão. Quem não viva a cada momento a sua profissão, com intensidade, com prazer…. somos privilegiados. Se não viver isto desta forma, o jogador não chega ao patamar onde pode chegar. Vejo muitos jogadores a quem falta esse brilho no olhar, essa paixão. Somos muito rigorosos e muito exigentes com o trabalho no FC Porto, tiramos os jogadores da zona de conforto, e isso leva tempo. Vê-se a diferença em campo.»

Nuno Travassos