Luís Castro, treinador do Desportivo de Chaves, na sala de imprensa do Municipal Eng.º Branco Teixeira, após a vitória por 3-0 frente ao Moreirense, para a 6.ª jornada da Liga.

[Se a vitória é uma reação aos maus resultados]:

«Em termos de resultados sim, mas acho que a equipa ao longo de outras jornadas esteve num nível de prestação bom. Claro que os resultados são os que mais ficam na retina das pessoas e valorizaram as prestações com resultados positivos do que os negativos. A equipa contra o Feirense, Benfica e no Dragão teve prestações boas, e pontuámos em Setúbal, curiosamente no jogo menos conseguido. O futebol não tem lógica, mas teve lógica hoje, com um resultado que nos satisfaz.

«Viemos pressionados para o jogo, pois os pontos não refletiam as exibições, e à medida que este foi decorrendo, a equipa foi-se libertando cada vez mais, jogando com muito critério, por dentro e por fora, e desde trás. A vitória ajusta-se, tendo em conta aquilo que se passou em campo e por mérito dos jogadores, pelo que fizeram.

A vitória estabiliza emocionalmente a equipa, que esteve um pouco instável. Cada jogo tem a sua história, e se fosse pela moralização não tínhamos ganho este jogo, pois também não tínhamos ganho os cinco anteriores. Sempre olhei muito mais para o trabalho, em vez dos resultados. Olho muito apara o meu dia a dia de trabalho. O futebol é muito fértil em não se conseguir aquilo que se quer, tem leis próprias. Sou um treinador tranquilo, como sempre, e a minha vida assenta no trabalho e é isso que faço sempre.»

[Se a equipa sentiu ansiedade]:

«
Quando não temos resultados é normal que se apodere a ansiedade que falei anteriormente. Nós, os treinadores, temos o traquejo de muitos anos, mas há jogadores que não têm a perceção que a vida é feita de momentos menos bons e temos de jogar debaixo desses momentos, dessa pressão.

Mesmo na primeira parte, dominámos a partida, e o Moreirense chegou à nossa baliza através de livre. Nós tivemos um lance perigoso do Djavan e uma bola no poste do Davidson. Fomos dominadores, a jogar por fora e por dentro, num corredor e no outro, à procura do golo. Mesmo nesse período de grande ansiedade a equipa soube dar uma resposta positiva, como já o tinha feito em jogos anteriores. Tivemos um calendário terrível, e na Liga os jogos são sempre difíceis, mas o nosso foi extremamente difícil.»

Diogo Caldas