Rui Fontes é o novo presidente do Marítimo, depois de vencer as eleições em que concorreu contra Carlos Pereira.

O novo líder conseguiu 65 por cento dos votos, sucedendo a um presidente que liderava o clube há 24 anos e que nunca tinha tido oposição em eleições.

Votaram 1.891 sócios nas eleições, que elegeram Rui Fontes, de 68 anos, que presidiu ao Marítimo entre 1988 e 1997.

Sob a alçada de Rui Fontes, o clube insular atingiu pela primeira vez na sua história as competições europeias, na época 1993/94, tendo sido na altura eliminado pela Antuérpia, na Taça UEFA, e marcou presença pela primeira vez na final de Taça de Portugal em 1995, fase em que foi derrotado pelo Sporting (2-0).

Na reação à vitória, o novo líder maritimista sublinhou a vantagem com que venceu.

«É uma diferença significativa. Não esperava estes números, mas pelo que se sentia na rua, dava para perceber que havia uma grande unanimidade em torno da minha candidatura», disse aos jornalistas após a eleição. 

«O Marítimo renasceu, está vivo, que era o que todos queríamos. Temos uma caminhada difícil pela frente, mas vamos trabalhar para lutar contra este momento», acrescentou.

Já quando questionado sobre o futuro de Julio Velázquez, Rui Fontes disse apenas não conhecer o técnico pessoalmente.

«Não me posso pronunciar sobre pessoas que não conheço. Neste momento não conheço o treinador do Marítimo, vou ter de falar com as pessoas e depois disso é que vamos analisar a situação», afirmou.

Também nesta sexta-feira, o clube insular divulgou as contas, apresentando um lucro de mais de 2 milhões de euros.

«O Marítimo tem um resultado bruto de 2,7 milhões de euros positivo. Pagou cerca de 700 mil euros de IRC, e portanto, tem um resultado líquido de cerca de dois milhões de euros. O que reflete a boa performance, num ano muito difícil devido à covid-19», sublinhou Luís Miguel de Sousa, presidente da assembleia geral (AG) da Sociedade anónima desportiva ‘verde rubra’, citado pela Lusa.

[artigo atualizado]

Raul Caires