No jogo que marcou o regresso do público às bancadas do Estádio João Cardoso, as duas equipas entraram para dentro das quatro linhas um tanto tímidas, talvez por já não estarem acostumadas à presença e à pressão dos (poucos) adeptos que assistiam ao duelo.

Contudo, e apesar de um arranque a meio gás, foi a equipa beirã quem foi assumindo as rédeas do encontro, encostando o Portimonense às cordas. Uma excelente combinação na ala direita entre Salvador Agra e Jhon Murillo, culminou num passe para Rafael Barbosa, que rematou e fez o primeiro aviso a Samuel. Valeu o desvio dos centrais dos forasteiros.

Rafael Barbosa demonstrava estar faminto por golo e poucos minutos depois atirou ao ângulo da baliza do Portimonense: brilhou o guardião do conjunto algarvio, que negou um golaço ao extremo do Tondela.

Pouco depois, um erro de Enzo Martínez ia gelando o Estádio João Cardoso. Fabrício teve uma boa oportunidade para mexer no marcador, mas foi Pedro Trigueira quem se saiu melhor, naquela que foi a sua primeira intervenção no jogo.

Já dizia o ditado, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Como não há duas sem três, Rafael Barbosa acabou por fazer o gosto ao pé aos 33 minutos. Tomislav Štrkalj, com um passe que vale meio golo, deixou o extremo auriverde isolado, que no frente a frente com Samuel não perdoou e colocou a bola no fundo das redes com bastante precisão.

Até ao golo era o Tondela quem comandava o encontro, mas parece que o tento apontado por Rafael Barbosa despertou um Portimonense que até então parecia adormecido. Mudou o panorama do jogo, e era a equipa de Paulo Sérgio quem tentava de tudo para repor a igualdade no marcador.

Apesar das várias tentativas, todas sem sucesso, o Tondela conseguiu segurar a vantagem até ao apito para o final da primeira metade. Foi para o intervalo na liderança.

Na segunda parte, o jogo começou mais equilibrado, contrastando com os minutos iniciais da primeira metade do encontro. Com o desenrolar do jogo, foi o Portimonense quem foi assumindo as despesas do embate.

Com o conjunto de Portimão instalado no meio-campo do Tondela, a equipa beirã foi usando a defesa como a sua melhor arma e foi segurando a vantagem no marcador.

Aos 56 minutos do encontro, Welinton, acabado de entrar, ficou isolado depois de um passe de Vaz Tê, mas acabou por deslumbrar-se com a baliza aberta e atirou à barra. ´

Depois do Estádio João Cardoso ter congelado com esta oportunidade desperdiçada por parte do Portimonense, foi o Tondela quem cresceu e beneficiou de duas chances claras de golo. Salvador Agra, de livre, obrigou Samuel a uma grande defesa. Já Rafael Barbosa atirou ao poste direito da baliza dos algarvios.

Poucos minutos depois, aos 71', o jogo ficou em suspenso, com uma grande penalidade a ser assinalada a favor do Portimonense. Valeu aos da casa o VAR, que acabou por anular o penálti ao conjunto de Portimão, por posição irregular de Welinton (138 centímetros) jogador que havia sofrido a falta.

O resto do encontro acabou por ser controlado pelo Tondela, que conseguiu segurar a todo o custo a vantagem no marcador. No entanto, a turma de Pako Ayestáran ainda precisou de sofrer, especialmente nos sete minutos de compensação dados pelo árbitro.

Uma vitória que presenteou os 132 adeptos que estiveram presentes no Estádio João Cardoso, neste que foi mais um jogo teste para que seja possível a abertura dos complexos desportivos ao público.

O resumo do jogo:

Rafael Santos / Estádio João Cardoso, Tondela