O FC Porto apresentou um desenho diferente na partida ante o Famalicão. Conceição colocou Otávio junto a Uribe e Danilo, passou Corona para extremo e colocou Díaz a jogar perto de Soares, abrindo corredor para Manafá.

Questionado acerca dessas alterações, o técnico dos dragões começou por lembrar que não tinha tempo, mas lá acabou por explicar em traços muitos gerais. Além disso, o treinador disse que o assessor do clube pagará um almoço aos jornalistas perto do Olival de forma a ter tempo para aprofundar o assunto.

«Teria todo o gosto em responder a essas perguntas, mas temos avião às 17h00. Temos de combinar um almoço para falarmos destas coisas. É uma pergunta interessante. Os nossos princípios ofensivos e defensivos não mudam de um dia para o outro. A forma como olhamos para o adversário, como reagimos à perda de bola. O momento da perda em termos defensivos... Com o Coimbrões tivemos uma forma de atuar, com o Rangers outra e com o Famalicão outra. Os princípios estão lá», esclareceu, antes de desenvolver o raciocínio.

«Somos uma equipa pressionante, somos uma equipa que tem e que vê aquilo que é a baliza adversária, mas não de uma forma cega. Não é chutar a bola para a frente, como já ouvi alguns papagaios dizerem. Agora se jogamos em 4x3x3 e se troco um jogador passamos para o 4x2x3x1, não tem nada a ver com isso. Tem a ver com ocupação de espaços, uma dinâmica que pode resultar ou não resultar. Com o Rangers não resultou, isso depende da forma como trabalhamos, da forma como os jogadores interiorizam a estratégia. O princípio base está lá. Vocês puxam por mim, mas o Rui [assessor] pagará um almoço perto do centro do Olival», concluiu, entre risos.

Conceição não revelou se Marega viajará com a equipa para a Madeira, deixando no ar a hipótese de manter a fórmula usada contra o Famalicão, no último domingo.

Vítor Maia / Estádio do Dragão, Porto