Marítimo e Rio Ave anularam-se esta segunda-feira no Caldeirão dos Barreiros, num jogo bem disputado e que valeu pela dedicação das equipas ao jogo, embora este só tenha agradado na segunda parte, com mais oportunidades de golo e bons momentos coletivos.

A partida inicial da 32.ª jornada apresentava um Rio Ave interessado em segurar o quinto lugar europeu e também em bater um recorde de pontos: 51, o máximo dos vilacondenses no principal escalão, estabelecido na época 2017/18. Carvalhal igualou-o e tem duas jornadas para o bater, bem como atingir a pré-qualificação da Liga Europa.

O Marítimo, com permanência assegurada na última ronda, jogava mais pela honra. Por continuar a somar pontos. Tem agora 38.

Os respetivos interesses foram bem explanados, sobretudo na primeira parte. A equipa de Carvalhal foi mais perigosa. Prova disso foi que o guardião Amir teve mais trabalho do que Kieszek. Contudo, os homens de José Gomes ficaram poucos furos abaixo na produção ofensiva: Kieszek e os colegas da defesa também passaram por momentos complicados. 

Amir opôs-se com uma grande defesa a remate de Piazón (7m) e o jogo entrou depois numa fase de parada e resposta, com algum desacerto mútuo na última fase. Algo mais notório no Rio Ave, que definiu quase sempre mal o último passe e também a finalização, como aconteceu no cabeamento de Gelson Dala, em cima da meia-hora. 

O Marítimo, mais apostado nas transições rápidas, também levou perigo, mas os remates de Milson, Nanu e Edgar Costa saíram algo longe do alvo.

Antes da ida para as cabines, Carlos Carvalhal mandou aquecer vários jogadores e no regresso mostrou que queria mais, trocando Dala por Carlos Mané. Logo aos 47 minutos, o ex-Sporting trabalhou bem e serviu Taremi, que perto da pequena área atirou para as bancadas. Depois, Amir negou o golo a Filipe Augusto.

A pressão do Rio Ave foi atenuada quando Milson falhou o alvo por pouco (51m). À hora de jogo, na sequência de um canto a favor do Rio Ave, René aliviou e iniciou uma saída rápida que colocou o veloz Milson na cara de Kieszek: valeu a atenção do polaco a afastar o perigo à saída da área. Os vila-condenses pressionavam alto, mas quando perdiam a bola, revelavam alguma incapacidade para travar o contragolpe.  

O Marítimo ainda introduziu a bola na baliza, mas a bicicleta de Zainadine encontrou René em posição irregular. O jogo estava vivo e, na resposta, Piazón escorregou no momento do remate. Na contrarresposta, valeu novamente a coragem e eficácia de Kieszek, que saiu da área para evitar que Rodrigo Pinho recebesse, isolado, um passe longo.

Em cima dos 90, ambos os técnicos efetuaram as últimas alterações, mas não surtiram efeito. Nos quatro minutos extra, viu-se mais luta pela posse de bola e nenhum perigo junto das balizas.

O resumo do jogo:

Raul Caires / Estádio do Marítimo, Funchal