A figura: Gabriel

De regresso à equipa após castigo, o esquerdino esteve associado aos três golos do Benfica. Foi dele o cruzamento que Helton Leite largou para o golo de André Almeida, e depois a assistência primorosa para o cabeceamento de Pizzi, antes de assumir a autoria do terceiro tento com um remate de fora da área. Mostrou-se muito combativo na zona central do campo, bem preenchida pelo Boavista, e depois tirou proveito da liberdade que lhe foi concedida em zonas um pouco mais adiantadas.

O momento: minuto 13

Para uma equipa que atravessa um momento muito conturbado, que até vem de uma mudança de treinador, nada como um golo madrugador, ainda por cima quando pouco o fez para o conseguir até então. Helton Leite largou a fortuna de André Almeida, que abriu caminho ao triunfo encarnado.

Outros destaques:

Helton Leite

Até pode ter responsabilidades no lance do primeiro golo, ainda que tenha ficado a pedir falta, mas depois redimiu-se com uma mão cheia de intervenções vistosas e relevantes, a impedir que o Benfica conseguisse um resultado mais volumoso.

Chiquinho

Os colegas nem sempre conseguem encontrá-lo entre linhas, mas quando a bola lá entrou, Chiquinho procurou dar acutilância no último terço. Foi dessa forma que deu origem a dois ou três lances de muito perigo, a lançar Seferovic ou Pizzi, por exemplo. Helton negou o golo nessas ocasiões, da mesma forma que negou ao próprio Chiquinho.

Dulanto

Não é fácil ter de saltar para o onze em cima da hora, por força da lesão de um colega (Lucas, no caso), mas Dulanto mostrou acerto defensivo e ainda foi a principal ameaça do Boavista na área contrária. Primeiro viu o golo anulado por fora de jogo, mas à segunda tentativa valeu mesmo o tento de honra da equipa axadrezada.

Nuno Travassos / Estádio da Luz, em Lisboa