Rui Almeida, treinador do Gil Vicente, analisa a derrota com o Sporting, em Alvalade, em jogo em atraso da ronda inaugural da Liga:

[sobre o efeito da entrada de Sporar para a reviravolta do Sporting] «Com duas equipas em sistemas idênticos, que se encaixam, fica muito entregue a valores individuais esse desencaixe. O Sporar fez o trabalho dele. O primeiro golo surge de uma combinação no corredor, de um cruzamento que costuma ter cobertura, e o segundo golo de um movimento interior. Os últimos quinze minutos do jogo são momentos críticos, e estas equipas que lutam pelo titulo são fortes, e têm jogadores que podem sair do banco e criar desequilíbrios.»

[sai desiludido, acreditou que era possível sair com a vitória?] «Saio desiludido, naturalmente. Acreditei mesmo antes do jogo, e a faltar oito ou nove minutos ainda mais. Acima de tudo porque o Sporting teve mais posse de bola, mais remates, mas não criou muitas situações. É verdade que também não conseguimos ligar muito a transição. Mérito do Sporting na quebra dessa transição. Acima de tudo foi essa ideia que ficou: controlámos o espaço, o Sporting não conseguiu desequilibrar em noventa por centro do jogo, por causa do encaixe entre as duas equipas.»

«Colocámos jogadores complementares na frente, para deixar os centrais do Sporting na dúvida. O Fujimoto fez o primeiro jogo a titular, e temos alguns jogadores aos quais falta ritmo. Mesmo com a entrada do Antoine [Léautey] criámos algum desequilíbrio e criámos essa dúvida aos centrais do Sporting, se cobriam a profundidade ou se vinham atrás dos nossos avançados. Os médios tiveram pouco espaço, estavam muito colados uns aos outros. Os desequilíbrios apareceram mais na última linha. Faltou um pouco mais de agressividade para ganhar o espaço nas costas da defesa.»

Nuno Travassos / Estádio José Alvalade, Lisboa