FIGURA: Grimaldo

Foi uma das apostas-surpresa que Jorge Jesus tirou para a estratégia deste jogo. Não pela titularidade em si, mas ao adiantar o espanhol no terreno, à frente do lateral-esquerdo Nuno Tavares. E fê-lo bem, aproveitando a tendência de subir no terreno que Grimaldo tem no momento ofensivo do jogo. Fez o golo inaugural do jogo, com um toque de classe perante Marchesín, numa das rápidas saídas da sua parte que permitiram às águias desequilibrarem a transição defensiva dos dragões.

MOMENTO: Grimaldo na vantagem (curta) das águias (17m)

O Benfica explorou bem o espaço aberto entre os centrais e chegou à vantagem ao minuto 17 de jogo. Nuno Tavares colocou a bola na área para Seferovic, que perante Pepe, serviu de primeira a entrada de Grimaldo, para este bater Marchesín com um toque picado para o fundo das redes.

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OUTROS DESTAQUES

Rafa: apareceu globalmente bem em noite de jogo grande, nomeadamente nos momentos ofensivos. Criou muitas dificuldades no duelo direto com Zaidu, ao apanhar o nigeriano em contrapé e, ao fazer uso da sua velocidade e técnica, a lançar algumas das jogadas mais perigosas do Benfica. A exemplo, a forma como arranca ao minuto 42, fugindo a Luis Díaz e a Zaidu, no lance que termina com um perigoso remate de Darwin.

Darwin: foi uma das setas principais à baliza do Benfica. O uruguaio esteve muito perto do golo em duas ocasiões na primeira parte, as melhores desse período além dos golos. Na primeira, acertou em cheio no poste, numa transição por si iniciada. Na segunda, viu Marchesín negar, com o ombro esquerdo, uma conclusão mais feliz.

Weigl: apesar de discreto, foi importante no equilíbrio do meio-campo do Benfica, que várias vezes deixou o do FC Porto desequilibrado. Foi o alemão quem mais passes fez no jogo – total de 81 – tendo tido, a par de Pizzi, a maior percentagem de aproveitamento nesse capítulo. O ex-Borussia Dortmund acertou 90 por cento dos passes (73 deles) e, ao ajudar a vigiar bem Uribe e Sérgio Oliveira, anulou várias vezes potenciais nuances de jogo dos dragões.

Vlachodimos: não em tanta evidência como Marchesín na quantidade de momentos decisivos, mas verdade é que o grego também respondeu à altura quando foi chamado a tal. Já com o 1-1 no marcador, também evitou a desvantagem da equipa, nomeadamente com a defesa ao cabeceamento de Marega, ao minuto 68.

Seferovic: esteve melhor nos apoios aos colegas de equipa do que propriamente no ataque e na mira à baliza de Marchesín. Isso ficou espelhado na forma subtil, bonita e eficaz com que, de primeira, serviu a entrada de Grimaldo para o golo que deu vantagem ao Benfica, aos 17 minutos.

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Dragão, Porto