Declarações do treinador do Boavista, Jesualdo Ferreira, na sala de imprensa do Estádio do Bessa, após a vitória por 1-0 ante o Portimonense, em jogo da 33.ª jornada:

«Ganhámos bem. A equipa teve atitude boa, lutou contra uma equipa forte taticamente. Este Portimonense impõe-se pela forma como joga e pelos jogadores que tem. Acho que, mais ou menos até cinco minutos antes do golo, dominámos o jogo, controlámos os espaços, fizemos adaptações táticas durante o jogo, trocando jogadores para mudar a capacidade ofensiva.»

«Depois do golo, sabem porque é que a equipa reagiu assim: é o problema de segurar este resultado. E hoje, em que chegámos ao limite, não havia mais jogo para podermos chegar aos nossos objetivos, a equipa foi capaz de defender bem. Com sacrifício e ajuda, perante o jogo direto do Portimonense. Vitória justa e do crer, que vem premiar muito do que temos vindo a fazer. Não sei como vai ficar [o Rio Ave], mas vamos partir para mais um jogo e procurar ganhar, para chegar aos pontos que necessitamos.»

«A massa adepta pode estar tranquila, porque esta equipa passou por muitas adaptações, por reorganizações necessárias, mas tem jogadores que lutam sempre e o que posso prometer – e hoje mostrámos – é que no próximo jogo faremos igual ou melhor do que hoje. Podemos qualificar a equipa de boa ou má, mas ninguém vai dizer que algum destes jogadores vai deixar de lutar pela camisola, pelo clube e pelos objetivos pessoais. Isto é global. Eles também estão à procura de objetivos próprios. Sempre confiei nesta equipa e nestes jogadores e o meu trabalho foi fazê-los acreditar que era possível chegar a níveis bons na I Liga.»

«O Farense ganhou e o Rio Ave vai jogar com o FC Porto, sinceramente não vou estar à espera do resultado, porque eu sei o que temos de fazer. Neste momento estamos por cima, não vou estar preocupado.»

«No início, quando vim, alguém me perguntou, numa primeira conversa, se considerava esta época a mais difícil da minha carreira e eu disse que não sabia. Mas de fato foi a mais difícil de todas. Foi uma realidade a que eu tive de habituar-me: ir para uma competição e prever três resultados, porque normalmente previa um, máximo dois e o terceiro era pouco provável. Portanto, viver com isso acho que me fez melhor treinador.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Bessa, Porto