Uma retoma faz-se passo a passo. Sem pressas.

Devagarinho, mas dá para todos.

Dá para um Belenenses a fugir a passos largos da zona perigosa da classificação. E dá para um Famalicão a tentar sair a salto da II Liga para a Europa em apenas um ano.

O Belenenses de Petit vive o melhor momento da época. Não quer dizer que seja particularmente exuberante, mas sempre são quatro jogos sem derrotas.

Duas vitórias e dois empates e o terceiro jogo consecutivo sem sofrer.

A marcar pouco, também, é certo. Apenas um golo nos últimos três jogos. Mas como se disse antes: um passo de cada vez.

E o mesmo se pode dizer do Famalicão. A equipa sensação do campeonato tinha regressado às vitórias na última jornada – em grande estilo, frente ao Sporting -, mas não esqueceu que antes viveu um ciclo de seis jogos sem triunfos.

Por isso, um ponto no Jamor ajuda a somar um passo mais em direção a um lugar europeu.

Nesse sentido, o fulgor com que a equipa de João Pedro Sousa entrou em campo, e que encostou o Belenenses à sua área durante 20 minutos, foi-se perdendo com o desenrolar do tempo.

Ao ponto de, na segunda parte, ter sido o Belenenses a equipa que mais fez por chegar à vitória. De tal forma, que chegou mesmo a marcar, por Cassierra, aos 53 minutos.

Acontece que no início do lance, na outra ponta do campo, a bola tinha saído pela linha final, antes de André Moreira lançar o contra-ataque finalizado pelo colombiano. E isso deixou tudo como estava antes.

Um nulo que se prolongou até ao final. E que resultou em mais um ponto para cada uma das equipas.

Em mais um passo para Belenenses e Famalicão, para as respetivas lutas.

Adérito Esteves / Estádio do Jamor