Belenenses e Moreirense empataram esta tarde no Estádio Nacional, 0-0, em jogo da quarta jornada da Liga, naquela que foi a segunda igualdade consecutiva dos dois emblemas.

No Jamor, Petit manteve a equipa que havia empatado na Madeira frente ao Nacional, ao passo que Ricardo Soares foi obrigado a mudar duas peças em relação à partida com o Boavista: D’Alberto, lesionado, deu o lugar a Matheus Silva, enquanto o reforço Walterson foi lançado para o lugar de Fábio Abreu – entretanto transferido. Coube a Pedro Nuno a tarefa de jogar como, digamos assim, referência ofensiva.

E foram os homens de Petit a pegar desde cedo nas rédeas da partida, embora num jogo muito tímido de parte a parte nos primeiros 20/25 minutos. A partir daí, sim, os azuis intensificaram a pressão em redor da baliza adversária, mas sem grandes resultados práticos. Pasinato foi defendendo, com maior ou menor dificuldade, todas as bolas que lhe chegavam, e quando isso não acontecia era a própria equipa lisboeta a revelar alguma ineficácia.

Um problema chamado Fábio Abreu

Fábio Abreu, o goleador da última época, abandonou Moreira de Cónegos – rumo à Arábia Saudita – já o mercado havia fechado, mas nem por isso Ricardo Soares viu aí um problema. Mas não será bem assim.

O técnico do Moreirense apostou em Pedro Nuno para essa posição, um homem que sempre foi mais médio do que avançado e que, no máximo, poderá desempenhar a função de falso 9. A tarefa do antigo jogador da Académica foi ingrata, mas ainda assim, Pedro Nuno colocou André Moreira em sentido duas vezes, antes de ser naturalmente substituído à passagem da hora de jogo.

Em termos coletivos, sentiu-se bem a ausência de um verdadeiro ponta de lança em campo e também foi muito por aí que as coisas não correram bem. Na primeira parte, André Moreira foi praticamente um espectador – só Pedro Nuno ameaçou a sua baliza em cima do intervalo. No segundo tempo, os cónegos melhoraram, sim, mas pareceu sempre faltar qualquer coisa para o Moreirense ser feliz esta tarde, apesar de uma maior acutilância na hora de rematar à baliza.

Cassierra, o espelho do desperdício

Se de um lado houve um problema chamado Fábio Abreu, do outro Petit teve de lidar com a ineficácia de Cassierra. O jovem avançado esteve muito ativo no jogo, mas foi desperdiçando as várias oportunidades que lhe chegavam – nem sempre fáceis, sim.

A 20 minutos do fim, no entanto, o colombiano podia ter assinado a sentença justiceira da formação da casa, mas, de forma absolutamente surpreendente, falhou à boca da baliza quando só tinha Pasinato pela frente. Numa tarde sem golos, Cassierra foi o espelho máximo do desperdício do Belenenses.

Feitas as contas, um ponto para cada lado e as duas equipas seguem com os mesmos cinco pontos na tabela classificativa. Esta tarde, ninguém se chegou à frente.

Rafael Vaz / Estádio Nacional, Oeiras