O Portimonense somou este sábado a primeira vitória na presente edição da I Liga (1-2) e à custa de um Marítimo que não perdia em casa há seis jogos. Após uma primeira parte mal jogada, os madeirenses, que vinham de uma histórica vitória no Estádio do Dragão, adiantaram-se no marcador por Rodrigo Pinho - já soma cinco golos na prova - mas acabaram por permitir a reviravolta no marcador, consumada por Dener e Anderson.   

O jogo começou com um lance de perigo, com o Portimonense a ficar perto do golo aos 21 segundos, na sequência de um ataque rápido em que Aylton Boa Morte cruzou para o coração da área: Welinton chegou atrasado para o desvio.

A primeira parte estava a destinada a terminar sem golos. A equipa madeirense cedeu a iniciativa de jogo para apostar nas transições rápidas, mas o conjunto algarvio, com pouco critério e intensidade na construção, revelou-se presa fácil para o bloco defensivo à frente de Amir.

A equipa de Paulo Sérgio chegou a instalar-se no meio-campo defensivo do Marítimo durante longos períodos, tentando tudo para chegar ao golo. Esteve, contudo, perto de sofrer aos 18 minutos, numa transição rápida em que Kibe, servido por Correa, obrigou Samuel a grande defesa. 

O jogo de paciência manteve-se até intervalo e com poucos motivos de interesse, muitas perdas de bola e faltas constantes de parte a parte. O cheiro a golo só voltou a sentir-se, embora de forma leve, em duas ocasiões: aos 39 minutos, Zainadine desviou para as malhas laterais da baliza de Samuel após livre de Corea e, pouco depois, Dener ganhou espaço na grande área, mas definiu mal ao tentar o ‘chapéu’ a Amir.

No descanso, Lito Vidigal trocou o apagado Kibe por Alipour, procurando mais apoio para Rodrigo Pinho no ataque. Os verde-rubros voltaram ao jogo mais subidos no terreno e acabaram por chegar ao golo numa grande penalidade assinalada aos 48 minutos, por mão na bola de Candé dentro da grande área. O árbitro João Bento consultou o vídeo-árbitro, que confirmou a decisão. Rodrigo Pinho não perdoou frente a Samuel.

A partida estava a precisar de um golo. Em desvantagem, o Portimonense foi obrigado a subir a intensidade do seu jogo. O primeiro aviso foi deixado aos 55 minutos, com um pontapé do meio da rua desferido por Dener, que Amir desviou para canto com grande intervenção. Pouco depois, Aylton Boa Morte conseguiu fugir aos defesas madeirenses e ultrapassou o guardião iraniano, mas adiantou a bola em demasia.

Os algarvios controlavam o jogo e acabaram por chegar ao empate, aos 69 minutos, na sequência de pontapé de canto. A defesa do Marítimo ficou mal fotografia ao não conseguir afastar a bola, que foi ter com Dener para um desvio eficaz na cara de Amir.

O Marítimo acusou o golo e ainda mais quando sofreu o segundo, cinco minutos depois, num lance bem definido pelo ataque da equipa de Paulo Sérgio. Lucas Fernandes picou com classe para Aylton Boa Morte, que foi até à linha para cruzar rasteiro: na área, o recém-entrado Anderson empurrou para o fundo da baliza. 

A equipa de Lito Vidigal procurou inverter a cambalhota no marcador, mas não conseguiu passar por Samuel, que se opôs com duas grandes defesas a remates de Jean Irmer e Correa. O técnico dos madeirenses desfez o esquema de centrais e colocou mais elementos no ataque, mas os algarvios, solidários na defesa e ameaçadores nas transições, rápidas, não deixaram os três pontos fugir.

Raul Caires / Estádio do Marítimo, Funchal