Algumas paragens, muitos passes errados e emoção quanto baste. Golos? Nem vê-los. Portimonense e Vizela abstiveram-se de marcar golos

Os algarvios poderiam ter chegado aos 13 pontos em sete jornadas e alcançado o melhor arranque da sua história. No entanto, encontraram uma formação minhota muito sólida e dura de superar e não desataram o nulo.

O espetáculo ficou aquém do esperado, sobretudo pelo futebol entusiasmante e positivo que apresentaram nas seis jornadas anteriores. Esta noite, ganharam as defesas e perderam os adeptos que seguiram o jogo. 

A primeira parte foi bastante amarrada. Houve muitas faltas e paragens e os lances de perigo escassearam. As exceções foram um pontapé de Angulo para defesa apertada de Charles e um cabeceamento fraco de Ivanildo Fernandes para as mãos de Samuel Portugal.

A segunda parte foi diferente e o Vizela foi superior na grande maioria do tempo. Os vizelenses poderiam e quiçá mereciam, sair de Portimão com um triunfo. Faltou, porém, acerto tanto a Zohi - surgiu na cara de Samuel - e a Samú que falhou um cabeceamento completamente só no coração da área. 

Os algarvios ouviram alguns assobios dos seus adeptos e Paulo Sérgio fez três substituições de uma assentada. É certo que as trocas agitaram o Portimonense que ameaçou por duas vezes a baliza adversário, mas Charles revelou-se bastante seguro e travou as tentativas de Renato Júnior.

O Portimonense falhou a subida ao quinto lugar, além do melhor arranque da sua história. Já o Vizela registou o quarto empate seguido e igualou o Vitória na tabela classificativa. 

Vítor Maia