Declarações de Ricardo Soares, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, após o empate frente ao Moreirense, cedido no último lance do jogo:

«Sofremos dois golos, um na minha opinião é difícil entender como sofro golo com a tecnologia que há hoje em dia. Tivemos uma semana difícil com a eliminação da Taça de Portugal, os jogadores trabalharam muito e fizeram um jogo destes. Estivemos a perder depois de ter estado melhores, tivemos de ir atrás de um resultado por uma situação que ainda não percebi, e conseguimos ter a personalidade que toda a gente viu, a não fugir do nosso ADN. O jogo estava completamente controlado, atirámos uma bola ao ferro, criámos uma situação, duas, empatámos e demos a volta ao marcador e depois o futebol tem disto, sem tirar mérito ao Steven, mas obviamente que não estou satisfeito pelos meus jogadores, que fizeram tudo e mereciam ter vencido».

[Campo de dimensões reduzidas, como disse na antevisão ao jogo, que implicação teve?] «Jogámos contra uma equipa organizada e com qualidade, que podia estar numa posição diferente. Há uma coisa clara: se a relva for boa tudo se torna mais fácil, independentemente de o estádio ser maior ou menor. Temos o nosso processo de jogo, ganhámos em quase todos os parâmetros, fizemos mais dois golos fora, é evidente que sofremos dois golos, mas foram dois golos atípicos. Não me lembro de o Moreirense rematar à baliza com perigo. É um orgulho muito grande treinar estes rapazes, que se dedicam ao máximo. Temos muito a crescer neste tipo de jogo, com qualidade e com mais posse de bola. Os objetivos do Gil Vicente são a manutenção e só a manutenção. Levo uma coisa boa deste jogo, a personalidade da minha equipa, depois da eliminação da Taça, sofrer um golo como sofreu e dar a volta como deu».

Bruno José Ferreira / Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos