Marca tu. Não, por favor, marca tu. Deu para tudo num jogo que terminou com seis golos, três para os galos, três para os castores. Numa típica partida de final de temporada, houve muito golo, mas pouco rigor tático. No final, os dois emblemas que regressaram esta época ao convívio dos grande, tiveram de dividir os pontos, mas ficaram com uma certeza: para o ano há mais... na I Liga!

A primeira parte teve o principal condimento de um jogo de futebol: o golo. No entanto, faltaram muitos outros, como por exemplo o rigor tático, a emoção e, claro, os adeptos. Vítor Oliveira colocou em campo o mesmo onze que saiu derrotado no encontro frente ao Belenenses. Já Pepa, depois do triunfo frente ao Portimonense que valeu a manutenção, mudou cinco jogadores.

Ainda assim, foram os castores a entrar mais fortes e a chegar ao golo. Antes, Denis, com uma espantosa defesa, negou o golo a Pedrinho, após livre. No entanto, nada pôde fazer contra a cabeçada vitoriosa de Maracás. O galo parecia adormecido, porém, na primeira oportunidade, marcou. Rúben Ribeiro bateu livre na direita e Rodrigo foi Rodrigão e, nas alturas, cabeceou para o empate.

Com uma cabeçada se mata, com uma cabeçada se morre. Num rápido contra-ataque, novamente Rúben Ribeiro a conduzir o esférico e a disparar para defesa de recurso de Marco Ribeiro. Na recarga, o búlgaro Kraev cabeceou para o 2-1. A resposta pacense não demorou muito. Bruno Santos ganhou a linha de fundo e cruzou atrasado para o disparo certeiro de Douglas Tanque. Isto tudo em apenas 30 minutos. Depois, foi um longo bocejo até ao descanso.

Segunda parte não muito diferente da primeira

O início do segundo tempo parecia tirado a papel químico do primeiro. Os pacenses voltaram a entrar melhor e voltaram a chegar ao golo. Uma estreia! Numa jogada de contra-ataque, João Amaral falha o primeiro remate e Matchoi, oportuno, a rematar para o terceiro golo dos castores. Foi o primeiro golo do jovem internacional português, de apenas 17 anos.

Os galos reagiram e foram em busca da igualdade. Ainda assim, os barcelenses sentiam dificuldades em chegar à baliza contrária e Vítor Oliveira foi obrigado a mexer. E, pouco depois, Lourency, acabado de entrar, deu a melhor sequência ao cabeceamento de Rodrigo e fez o 3-3. Voltava tudo à estaca zero.

Os treinadores continuavam a mexer nas equipas, mas o ritmo baixou e, até ao final, as duas equipas tentaram marcar o golo que lhes daria os três pontos. Ninguém marcou, ninguém se ficou a rir. Risos, só por outro motivo: os dois emblemas voltam a disputar a principal prova do futebol nacional!

Nuno Dantas