Figura: Tiago Esgaio

Era o lateral-direito do Belenenses ou Tanque . No entanto, o belo golo do nazareno acabou por pesar na decisão. Esgaio esteve irrepreensível defensivamente e ofereceu sempre largura e profundidade pela direita, respeitando as sistemáticas indicações de Petit, sobretudo na primeira parte. Além do golo, o defesa esteve perto do bis (inédito) quando cabeceou ao ferro (22m). 

Momento: infelicidade de Cafú Phete na alegria pacense, 90+3

A dois minutos do final, o Paços de Ferreira chegou ao triunfo. Saída rápida para o ataque com Uilton a fugir na esquerda e a cruzar rasteiro. A bola tinha como destinatário Denilson, mas acabou por desviar em Cafú e trair Koffi. Castores respiram melhor na luta pela permanência. 


Outros destaques:

Koffi: o internacional pelo Burkina Faso provou (uma vez mais) por que razão é o titular absoluto da baliza do Belenenses e um dos bons guarda-redes da Liga. O guardião revelou uma serenidade arrepiante na saída aos cruzamentos e reflexos apuradíssimos entre os postes. A defesa ao remate acrobático de Tanque é sintomática.

Douglas Tanque: o brasileiro gosta dos duelos e usa o físico poderoso que tem inteligentemente. É um verdadeira Tanque e funcionou inúmeras vezes como «parede» para os médios pacenses receberem atrás do bloco médio e de frente para a defesa azul. Além disso, Douglas ameaçou um golaço de bicicleta na primeira parte antes de converter um penálti.

Castanheira: entrou ao intervalo para o lugar de Vasco Rocha e precisou de cinco minutos para ter impacto no jogo: driblou Rúben Lima e foi carregado em falta dentro da área. Estranhamente, Castanheira exibiu-se precipitado no capítulo da decisão e desperdiçou uma soberana ocasião para marcar a seis minutos do final.






 

Vítor Maia / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira