Figura: Mohamed Diaby

O melhor jogo do francês na Liga. Encarnou no irmão Abou, ex-Arsenal. O médio pacense tem uma compleição física tremenda e joga com isso mesmo: protege bem a bola com o corpo, livra-se de adversários em virtude das longas pernas e ganha várias bolas no ar. Foi assim esta noite. Pecou pelo excesso de agressividade e alguma imaturidade competitiva, própria dos 23 aninhos,, cometendo várias faltas. Diaby foi o pulmão dos castores.


Momento: Nuno Santos não desata nulo. Minuto 75

Contra-golpe muito bem desenho pelo Rio Ave. Mané fez um passe delicioso para Nuno Santos que ficou isolado. No um contra um com Ricardo, o extremo driblou para o pé menos forte (direito) e caiu, não conseguindo o remate. O lance ainda foi analisado pelo VAR, mas Tiago Martins mandou-o levantar-se.

Outros destaques:

Marco Baixinho: assinou uma exibição consistente e segura com e sem bola. Ganhou quase todos os duelos a Bruno Moreira e teve critério na construção. Na única falha que se pode apontar, Bruno Santos salvou o Paços de Ferreira.

Welthon: o brasileiro nem vai dormir tamanha a quantidade de situações de finalização que desperdiçou e que poderiam ter dado um precioso triunfo aos Paços de Ferreira. O ex-Vitória desviou por cima o cruzamento de Bruno Santos (3m), depois teve o mérito de desarmar Borevkovic na área, mas rematou para a bancada (7m) e, mais tarde, repetiu a dose na cara de Kieszek. Welthon trabalhou muito, segurou a bola e em igual dose, alheou-se do jogo.

Nuno Santos: uma exibição em crescendo. Tardou em adaptar-se ao jogo intenso e impetuoso do Paços, mas sempre leal. Acabou por ter pouco espaço para usar o potente remate que tem. Acabou, por isso, por destacar-se mais nas tarefas defensivas. A segunda parte do jovem extremo foi diferente: teve bola, combinou com os colegas, ensaiou cruzamentos perigosos e... falhou a maior oportunidade do Rio Ave no encontro, caindo após driblar Ricardo.


 

Vítor Maia / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira